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Nuvem de pólen na Geórgia gera confusão; imagem viral é de Carolina do Norte

- Imagem viral de nuvem de pólen foi erroneamente atribuída à Geórgia. - Nível recorde de pólen na Geórgia alcançou 14.801 grãos por metro cúbico. - Fotografia original é de Durham, Carolina do Norte, registrada em 2019. - Professor José Rubens Pirani explica a dispersão do pólen e suas consequências. - Debate sobre "sexismo botânico" surge em relação ao paisagismo urbano.

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Uma imagem que circula nas redes sociais, mostrando uma nuvem de pólen amarelada e esverdeada, foi erroneamente atribuída ao estado da Geórgia, nos Estados Unidos. A publicação, que alcançou mais de 25 milhões de visualizações, afirma que o nível de pólen atingiu um recorde histórico de 14.801 grãos por metro cúbico. No entanto, a foto é, na verdade, de Durham, Carolina do Norte, registrada em dois mil e dezenove.

O estado da Geórgia tem enfrentado altos níveis de pólen, com monitoramento realizado por instituições como o Weather Channel e o centro médico Atlanta Asthma & Allergy. O fenômeno é comum na primavera, quando plantas conhecidas como anemófilas liberam grandes quantidades de pólen para a reprodução. O professor José Rubens Pirani, do Instituto de Biologia da Universidade de São Paulo, explica que a dispersão do pólen é favorecida por condições climáticas secas.

Além disso, algumas plantas, como pinheiros e carvalhos, são responsáveis pela alta produção de pólen, o que pode causar reações alérgicas em pessoas sensíveis. Mesmo o pólen não alergênico pode provocar mal-estar em quantidades elevadas. A intensa florada de gramíneas também contribui para a rinite alérgica sazonal, conhecida como febre-do-feno.

A discussão sobre o “sexismo botânico” surgiu nos comentários da publicação, com usuários sugerindo que o paisagismo urbano favorece plantas masculinas para evitar sujeira. No entanto, Pirani esclarece que muitas dessas plantas são hermafroditas e que apenas uma pequena fração das espécies é dioica, ou seja, possui indivíduos separados por sexo. A confusão sobre essa questão se intensificou a partir de uma resolução do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que recomendou o plantio de algodões machos para evitar problemas urbanos.

Uma imagem que circula nas redes sociais, mostrando uma nuvem de pólen amarelada e esverdeada, foi erroneamente atribuída ao estado da Geórgia, nos Estados Unidos. A publicação, que alcançou mais de 25 milhões de visualizações, afirma que o nível de pólen atingiu um recorde histórico de 14.801 grãos por metro cúbico. No entanto, a foto é, na verdade, de Durham, Carolina do Norte, registrada em 2019.

O estado da Geórgia tem enfrentado altos níveis de pólen, com monitoramento realizado por instituições como o Weather Channel e o centro médico Atlanta Asthma & Allergy. O fenômeno é comum na primavera, quando plantas conhecidas como anemófilas liberam grandes quantidades de pólen para a reprodução. O professor José Rubens Pirani, do Instituto de Biologia da Universidade de São Paulo, explica que a dispersão do pólen é favorecida por condições climáticas secas.

Além disso, algumas plantas, como pinheiros e carvalhos, são responsáveis pela alta produção de pólen, o que pode causar reações alérgicas em pessoas sensíveis. Mesmo o pólen não alergênico pode provocar mal-estar em quantidades elevadas. A intensa florada de gramíneas também contribui para a rinite alérgica sazonal, conhecida como febre-do-feno.

A discussão sobre o “sexismo botânico” surgiu nos comentários da publicação, com usuários sugerindo que o paisagismo urbano favorece plantas masculinas para evitar sujeira. No entanto, Pirani esclarece que muitas dessas plantas são hermafroditas e que apenas uma pequena fração das espécies é dioica, ou seja, possui indivíduos separados por sexo. A confusão sobre essa questão se intensificou a partir de uma resolução do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que recomendou o plantio de algodões machos para evitar problemas urbanos.

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