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Belém enfrenta crise de saneamento a menos de 200 dias da COP30

Faltam menos de 200 dias para a COP30 em Belém, que enfrenta grave crise de saneamento, com apenas 19,9% de coleta de esgoto.

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Faltam pouco mais de duzentos dias para a COP30, que acontecerá em Belém, na Amazônia. A cidade enfrenta sérios problemas de saneamento, sendo uma das piores do Brasil nesse aspecto. Embora 95,5% da população tenha acesso à água tratada, apenas 19,9% do esgoto é coletado e apenas 2,4% é tratado. O investimento em saneamento é muito baixo, com Belém gastando em média R$ 36 por habitante por ano, bem abaixo do necessário, que seria R$ 231,09.

Essa falta de saneamento traz consequências graves para a saúde. Em 2023, a Região Norte teve 35 mil internações por doenças ligadas ao saneamento inadequado, com o Pará sendo o estado mais afetado. Muitas dessas internações são de crianças e idosos, e em 2023, 717 mortes foram registradas na região por essas doenças, sendo 270 no Pará. Além disso, a situação piora a desigualdade de gênero, pois as mulheres, que muitas vezes cuidam das crianças, enfrentam mais dificuldades.

A realidade em Belém é um alerta para o Brasil e o mundo, já que cerca de 32 milhões de brasileiros não têm acesso à água potável e 90 milhões não têm coleta de esgoto. Em 2024, as internações por doenças relacionadas ao saneamento totalizaram 70 mil, com crianças de até quatro anos representando 20% desse número. Implementar saneamento básico pode reduzir em 69,1% as internações após três anos, mostrando a urgência de ações antes da COP30.

Faltam pouco mais de duzentos dias para a COP30, que será realizada em Belém, na Amazônia. No entanto, a cidade enfrenta uma grave crise de saneamento, figurando entre as piores do Brasil no Ranking do Saneamento do Instituto Trata Brasil (ITB). Apesar de ter um acesso à água tratada de 95,5%, a coleta de esgoto é de apenas 19,9%, e o tratamento é ainda mais alarmante, com apenas 2,4%.

A falta de investimento em saneamento básico é evidente, com Belém aplicando em média R$ 36 por habitante por ano, um valor muito inferior ao necessário, que é de R$ 231,09 segundo o Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab). Essa situação resulta em sérias consequências para a saúde pública, com 35 mil internações na Região Norte em 2023 devido a doenças relacionadas ao saneamento inadequado, sendo o Pará o estado mais afetado.

As internações por doenças de transmissão feco-oral, como diarreia e hepatite A, impactam principalmente os grupos mais vulneráveis, como crianças e idosos. Em 2023, a Região Norte registrou 717 óbitos relacionados a essas condições, com o Pará contabilizando 270 mortes, o que representa 2,3% do total nacional. A falta de saneamento também agrava a desigualdade de gênero, pois as mulheres, frequentemente responsáveis pelos cuidados das crianças, enfrentam desafios adicionais.

A situação em Belém deve ser um alerta para o Brasil e o mundo, já que cerca de 32 milhões de brasileiros não têm acesso à água potável e 90 milhões não contam com coleta de esgoto. Em 2024, as internações por doenças relacionadas ao saneamento inadequado totalizaram 70 mil, com crianças de até quatro anos representando 20% desse total. A implementação de saneamento básico pode reduzir em 69,1% a taxa de internações após três anos de intervenção, destacando a urgência de ações efetivas antes da COP30.

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