Soraia Claudino vive no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, e fala sobre o aumento das temperaturas e os problemas de saúde que isso traz para sua comunidade. Em março, a cidade alcançou 44°C, a temperatura mais alta em dez anos, e no Complexo da Maré, a sensação térmica chegou a 60°C. Everton Pereira, da organização Redes da Maré, explica que esse calor extremo é resultado da crise climática, que afeta mais as comunidades vulneráveis.
As casas na favela, muitas feitas de materiais que retêm calor e com pouca ventilação, pioram a situação. A Secretaria Municipal de Saúde informou que mais de 3 mil pessoas precisaram de atendimento médico por problemas relacionados ao calor, como desidratação. A Organização Mundial da Saúde alerta que altas temperaturas podem agravar doenças do coração e problemas respiratórios.
A geógrafa Gabriela Conc destaca que o racismo ambiental torna as favelas mais vulneráveis às mudanças climáticas. Enquanto áreas ricas têm mais planejamento e áreas verdes, as favelas, onde a maioria da população é negra, enfrentam desigualdade e falta de serviços básicos. A vulnerabilidade a desastres, como deslizamentos, é resultado da negligência do Estado.
Soraia instalou um telhado verde em sua casa, que ajuda a reduzir a temperatura interna em 10 graus. Porém, esse sistema custa cerca de 15 mil reais, o que é inacessível para muitos moradores. A ativista Naira Santa Rita defende que a adaptação às mudanças climáticas deve ser um direito de todos e que o governo deve criar políticas que promovam justiça e equidade nas comunidades vulneráveis.
Soraia Claudino, moradora do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, destaca o aumento das temperaturas e os problemas de saúde enfrentados pela comunidade. Em março, a cidade registrou 44°C, a temperatura mais alta em uma década, e no Complexo da Maré, a sensação térmica chegou a 60°C. Segundo Everton Pereira, coordenador da organização Redes da Maré, esse calor extremo é um reflexo da crise climática, que afeta desproporcionalmente as comunidades mais vulneráveis.
A falta de ventilação nas casas, muitas delas construídas com materiais que retêm calor, agrava a situação. A Secretaria Municipal de Saúde informou que mais de 3 mil pessoas buscaram atendimento médico devido a problemas relacionados ao calor, como desidratação e insolação. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que altas temperaturas podem agravar doenças cardiovasculares e respiratórias, além de afetar a saúde mental.
A geógrafa Gabriela Conc aponta que o racismo ambiental torna as favelas mais suscetíveis às mudanças climáticas. As áreas urbanas ricas, com melhor planejamento e mais áreas verdes, contrastam com as favelas, onde a população, predominantemente negra, enfrenta desigualdade histórica e falta de serviços básicos. A vulnerabilidade das favelas a desastres ambientais, como deslizamentos e inundações, é um reflexo da negligência do Estado.
Soraia implementou um telhado verde em sua casa, que reduz a temperatura interna em 10 graus. No entanto, a instalação desse sistema, que custa cerca de R$ 15 mil, é inacessível para a maioria dos moradores. A ativista Naira Santa Rita defende que a adaptação climática deve ser um direito coletivo, e que o Estado deve garantir políticas públicas que promovam justiça climática e equidade nas comunidades vulneráveis.
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