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Desinformação sobre câncer cresce nas redes sociais e ameaça tratamentos eficazes

Desinformação sobre câncer nas redes sociais compromete tratamentos, com 81% dos vídeos no TikTok apresentando dados falsos. Especialistas alertam.

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A medicina está melhorando no tratamento do câncer, que tem 22 milhões de novos casos por ano, segundo a OMS. No entanto, a desinformação na internet é um grande problema. Especialistas alertam que muitos vídeos sobre câncer no TikTok têm informações erradas, o que pode prejudicar os tratamentos. Médicos estão preocupados com promessas de curas milagrosas que não têm base científica. Por exemplo, o ator Mel Gibson falou sobre medicamentos que não são comprovados para tratar câncer, o que pode influenciar pacientes a abandonarem tratamentos eficazes.

Um estudo mostrou que 65% dos pacientes com câncer usam terapias complementares, mas apenas 30% contam isso aos médicos. Isso é arriscado, pois até suplementos naturais podem atrapalhar os tratamentos e causar efeitos colaterais. A situação emocional dos pacientes pode levar a decisões ruins, como buscar curas que parecem boas demais para serem verdade. Para evitar problemas, especialistas recomendam sempre checar as fontes de informação, conversar com os médicos sobre qualquer tratamento adicional e desconfiar de promessas milagrosas.

A medicina tem avançado no combate ao câncer, que registra 22 milhões de novos diagnósticos anuais segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Contudo, a desinformação online se torna uma preocupação crescente. No Dia Mundial de Combate ao Câncer, especialistas alertam que a batalha contra a doença agora também ocorre no ambiente digital, onde 81% dos vídeos sobre câncer no TikTok contêm informações não confiáveis.

Médicos expressam preocupação com a propagação de promessas de curas milagrosas e tratamentos sem respaldo científico nas redes sociais. Carlos Gil Ferreira, diretor médico da Oncoclínicas&Co, destaca que pacientes são expostos a informações perigosas, o que pode levar à interrupção de terapias eficazes. A influência de celebridades e influenciadores amplifica esse problema, como evidenciado por declarações de Mel Gibson sobre medicamentos sem comprovação científica para o tratamento do câncer.

Além disso, um relatório da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) revela que cerca de 65% dos pacientes com câncer utilizam terapias complementares, mas apenas 30% informam seus médicos sobre isso. Ferreira alerta que até mesmo suplementos naturais podem interferir nos tratamentos convencionais, aumentando os riscos de efeitos colaterais e reduzindo a eficácia das terapias.

A vulnerabilidade emocional dos pacientes diagnosticados com câncer facilita a aceitação de falsas esperanças. Cristiane Bergerot, pisco-oncologista, observa que a busca por curas milagrosas pode levar a decisões prejudiciais. Para enfrentar essa desinformação, especialistas recomendam verificar fontes, comunicar ao médico sobre qualquer terapia complementar e desconfiar de promessas que parecem boas demais para serem verdade.

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