Pesquisadores de várias universidades descobriram que o pão integral da Pepperidge Farm pode ser usado para criar eletrodos de carbono, que ajudam a dessalinizar água, tornando-a potável. O estudo, publicado na revista Royal Society Open Science, mostra que o pão, por ter muito carbono, pode ser transformado em eletrodos, que são usados para remover o sal da água.
Os cientistas testaram duas maneiras de fazer os eletrodos. A primeira usou impressão 3D para moldar o pão e depois o aqueceu a 800°C em gás nitrogênio. A segunda misturou o pão com água, moldou a mistura e a aqueceu em um forno sem oxigênio. A segunda técnica resultou em produtos mais fortes. Além de ajudar a resolver a falta de água potável, essa abordagem também reduz o desperdício de alimentos, já que cerca de 900 mil toneladas de pão são jogadas fora todo ano. Os pesquisadores querem melhorar suas técnicas e produzir esses eletrodos em massa, o que pode facilitar o acesso à água limpa e diminuir o impacto ambiental do desperdício de pão.
Pesquisadores de instituições como o Saint Vincent College, a Universidade de Pittsburgh e a Universidade da Pensilvânia descobriram que o pão integral da Pepperidge Farm pode ser utilizado para criar eletrodos de carbono, uma inovação que pode ajudar na dessalinização da água. O estudo, publicado na revista Royal Society Open Science, revela que o alto teor de carbono do pão permite sua transformação em eletrodos, que são condutores elétricos usados para remover sal da água, tornando-a potável.
Os cientistas testaram duas abordagens para desenvolver os eletrodos a partir do pão velho. A primeira técnica envolveu moldar o pão em formas específicas usando impressão 3D e, em seguida, aquecê-lo a 800°C em um ambiente de gás nitrogênio. A segunda técnica consistiu em misturar o pão com água, moldar a mistura e submetê-la a um processo de pirólise em forno sem oxigênio. Embora ambas as metodologias tenham sido eficazes, a mistura de pão e água resultou em produtos mais robustos.
Além de oferecer uma solução potencial para a escassez de água potável, a utilização de pão velho também contribui para a redução do desperdício alimentar. Estima-se que cerca de novecentas mil toneladas de pão são descartadas anualmente, o que representa aproximadamente 24 milhões de fatias jogadas fora diariamente. O descarte de pão em aterros gera emissões de gases como dióxido de carbono e metano, impactando negativamente o meio ambiente.
Os pesquisadores pretendem aprimorar suas técnicas e explorar a produção em massa desses eletrodos, visando a criação de sistemas de dessalinização de baixo custo. Essa abordagem não apenas pode facilitar o acesso à água limpa para milhões de pessoas, mas também representa um passo significativo na luta contra o desperdício de alimentos e suas consequências ambientais.
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