Pesquisadores da Universidade de Michigan estudaram como as pessoas se sentem quando estão sozinhas. Eles acompanharam 138 adultos nos Estados Unidos por duas semanas e descobriram que quem pensa negativamente sobre estar sozinho se sente mais solitário. Por outro lado, aqueles que veem a solidão de forma positiva se sentem menos solitários. Além disso, analisaram 144 artigos de jornais e perceberam que a maioria falava de forma negativa sobre estar sozinho.
A principal autora do estudo, Micaela Rodriguez, explicou que solidão é um sentimento e não deve ser confundida com estar fisicamente sozinho. Ela ressaltou que a mídia muitas vezes não explica isso bem, o que pode aumentar a solidão das pessoas. Embora seja importante ter conexões sociais, a ideia de que estar sozinho é sempre ruim pode fazer com que as pessoas não aproveitem esse tempo. Rodriguez afirmou que passar tempo sozinho pode ajudar a refletir, se recuperar e até ser mais criativo. O psicólogo Ethan Kross também comentou que ver a solidão como algo positivo pode melhorar a experiência.
O estudo teve várias etapas e mostrou que a forma como a mídia fala sobre solidão pode influenciar como as pessoas pensam sobre isso. Em um experimento, mais de 400 participantes leram sobre os benefícios ou riscos de estar sozinho. Aqueles que leram sobre os benefícios tiveram uma visão mais positiva sobre a solidão, e esses resultados foram vistos em diferentes culturas ao redor do mundo.
Pesquisadores da Universidade de Michigan acompanharam cento e trinta e oito adultos nos Estados Unidos por duas semanas para investigar como as percepções sobre a solidão afetam a experiência de estar sozinho. Os resultados mostraram que aqueles com visões negativas sobre a solidão relataram sentir-se significativamente mais solitários, enquanto os que tinham uma perspectiva positiva experimentaram menos solidão. Além disso, a análise de cento e quarenta e quatro artigos de jornais entre 2020 e 2022 revelou que os títulos negativos sobre estar sozinho eram dez vezes mais frequentes do que os positivos.
A autora principal do estudo, Micaela Rodriguez, destacou que a solidão é uma experiência subjetiva e não deve ser confundida com estar fisicamente sozinho. Ela argumentou que a mídia e campanhas de saúde pública muitas vezes falham em esclarecer essa distinção, perpetuando a ideia de que estar sozinho é intrinsecamente negativo. Essa confusão é preocupante, pois pode levar a um aumento da solidão, especialmente em um contexto onde a Organização Mundial da Saúde (OMS) já alertou sobre uma “epidemia de solidão”.
Os pesquisadores enfatizam que, embora a conexão social seja vital, a mensagem de que estar sozinho é ruim pode prejudicar a capacidade das pessoas de desfrutar desse tempo. Rodriguez afirmou que passar tempo sozinho pode ser benéfico, permitindo que as pessoas reflitam, se recuperem e até mesmo sejam mais criativas. O psicólogo Ethan Kross acrescentou que ver a solidão como uma oportunidade de rejuvenescimento pode levar a uma experiência mais positiva.
O estudo incluiu cinco etapas de pesquisa, demonstrando que a exposição a representações negativas na mídia afeta a percepção das pessoas sobre a solidão. Em um experimento, mais de quatrocentos participantes foram divididos em grupos que leram sobre os benefícios ou riscos de estar sozinho. Aqueles que leram sobre os benefícios mostraram opiniões significativamente mais positivas sobre a solidão, confirmando que esses efeitos se manifestam em diversas culturas ao redor do mundo.
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