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Ficus insipida se destaca como sensor natural de contaminação por mercúrio na Amazônia

Ficus insipida se destaca como sensor natural de mercúrio, revelando impactos da mineração ilegal na Amazônia. Estudo inédito aponta suas potencialidades.

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Na Amazônia, especialmente em Madre de Dios, no Peru, a mineração ilegal tem causado grandes danos ao meio ambiente e à saúde das pessoas. Estima-se que entre 100 mil e 200 mil trabalhadores informais atuem nessa área, onde o mercúrio é usado para extrair ouro, contaminando rios e plantas. O mercúrio se torna muito tóxico, especialmente na forma de metilmercúrio, afetando a vida aquática e a saúde das comunidades locais.

Um estudo recente mostrou que a árvore Ficus insipida pode ser usada como um sensor natural para monitorar a contaminação por mercúrio em regiões afetadas pela mineração. Pesquisadores da Universidade de Cornell descobriram que os anéis de crescimento dessa árvore registram informações sobre o clima e a poluição ao longo do tempo. A pesquisa revelou que as concentrações de mercúrio eram mais altas nos anéis das árvores próximas às atividades mineradoras, especialmente durante a estação seca. O uso do Ficus insipida para monitoramento ambiental pode ser uma alternativa mais acessível em comparação com métodos tradicionais, embora ainda haja dúvidas sobre a eficácia em outras espécies de árvores.

Na região amazônica de Madre de Dios, no Peru, a mineração ilegal tem causado danos significativos ao meio ambiente e à saúde pública. Estima-se que entre 100 mil e 200 mil trabalhadores informais atuem nessa indústria, que utiliza mercúrio para a extração de ouro, resultando em contaminação de rios e vegetação. O mercúrio, ao se dispersar, se torna altamente tóxico, especialmente na forma de metilmercurio, afetando ecossistemas aquáticos e a saúde de comunidades locais.

Um estudo recente revelou que o Ficus insipida, uma espécie de árvore tropical, pode atuar como um sensor natural para monitorar a contaminação por mercúrio em áreas afetadas pela mineração. Pesquisadores da Universidade de Cornell, liderados pela professora Jacqueline Gerson, descobriram que os anéis de crescimento dessa árvore registram dados sobre o clima e a poluição ao longo do tempo. Essa capacidade de registrar informações ambientais torna o Ficus insipida uma ferramenta valiosa para entender os impactos da mineração.

Os cientistas analisaram amostras de árvores em diferentes localidades, incluindo áreas próximas a atividades mineradoras e florestas protegidas. Os resultados mostraram que as concentrações de mercúrio eram significativamente mais altas nos anéis das árvores próximas à mineração, especialmente durante a estação seca. Em Boca Colorado, as concentrações aumentaram após o ano 2000, correlacionando-se com a queima de amalgamas de mercúrio e ouro.

Os pesquisadores destacam que o uso do Ficus insipida para monitoramento ambiental pode ser uma alternativa mais ampla e econômica em comparação com métodos tradicionais. Embora o estudo tenha mostrado a viabilidade dessa abordagem, ainda há incertezas sobre a eficácia em outras espécies de árvores e a relação entre a distância das áreas mineradoras e a concentração de mercúrio na madeira.

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