A neurocientista Lisa Mosconi lançou o livro “Menopausia e cérebro” e anunciou o projeto CARE, que terá um orçamento de 50 milhões de dólares para estudar a relação entre menopausa e Alzheimer. Ela, que trabalha na Universidade Cornell, destaca que a menopausa é um dos temas menos pesquisados na medicina, com investimentos muito baixos, como os menos de 10 milhões de dólares que o Instituto Nacional de Saúde dos EUA destinou a essa área em 2019. Mosconi acredita que o sexismo e o preconceito contra a idade fazem com que a menopausa seja vista como um tabu. Ela afirma que mais de 80% das mulheres nessa fase apresentam sintomas como problemas de memória e distúrbios do sono, e alerta que a menopausa pode aumentar o risco de Alzheimer, especialmente em mulheres que passam pela menopausa precoce. Além disso, ela ressalta a importância do acesso a tratamentos, já que apenas um em cada cinco médicos residentes nos EUA recebe formação sobre menopausa. Embora a terapia hormonal seja uma opção, Mosconi sugere que mudanças no estilo de vida e tratamentos não hormonais também podem ajudar a aliviar os sintomas.
A neurocientista Lisa Mosconi lançou seu livro “Menopausia e cérebro” e anunciou o projeto CARE, que conta com um orçamento de 50 milhões de dólares para investigar a relação entre menopausa e Alzheimer. Mosconi, que atua na Universidade Cornell, destaca a importância de abordar a saúde das mulheres nessa fase da vida.
Em entrevista, Mosconi afirmou que a menopausa é um dos campos menos pesquisados na medicina, com investimentos insuficientes. O Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos destinou menos de 10 milhões de dólares para essa área em 2019. Ela atribui essa falta de atenção ao sexismo e idadeísmo, que fazem com que a menopausa seja vista como um tabu.
A especialista ressalta que mais de 80% das mulheres na menopausa apresentam sintomas cerebrais, como lapsos de memória e distúrbios do sono. Mosconi alerta que a menopausa pode ser um fator desencadeante para o Alzheimer, especialmente em mulheres que passam pela menopausa precoce, aumentando o risco de demência.
Ela também aponta que o acesso a tratamentos é crucial, já que apenas um em cada cinco médicos residentes nos Estados Unidos recebe formação sobre menopausa. A terapia hormonal é uma opção, mas Mosconi sugere que ajustes no estilo de vida e tratamentos não hormonais também podem ser eficazes para aliviar os sintomas.
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