Os salmones adultos fazem uma migração impressionante, voltando aos rios onde nasceram para se reproduzir. Durante essa jornada, eles enfrentam predadores e barreiras humanas, como represas. Um estudo recente mostrou que a exposição a medicamentos, como clobazam e tramadol, muda o comportamento desses peixes, tornando-os mais ousados, mas isso prejudica sua sobrevivência.
A pesquisa foi realizada no rio Dal, na Suécia, com centenas de juvenis chamados smolts. Os peixes foram divididos em grupos: um recebeu clobazam, outro tramadol, um terceiro teve a combinação dos dois e um grupo de controle não recebeu nada. Os resultados mostraram que os smolts expostos ao clobazam atravessaram represas mais rapidamente, mas a taxa de sobrevivência foi alarmante: 89% dos peixes expostos ao tramadol não chegaram ao mar, enquanto apenas 15% dos que receberam clobazam conseguiram completar a migração, um aumento de 50% em relação ao grupo de controle. Os pesquisadores alertam que essas mudanças no comportamento podem afetar o equilíbrio do ecossistema, tornando os peixes mais vulneráveis a predadores.
Os salmones adultos realizam uma migração notável, retornando aos rios onde nasceram para se reproduzir. Durante essa jornada, enfrentam predadores e barreiras humanas, como represas. Um estudo recente publicado na revista Science investigou como a exposição a medicamentos, como clobazam e tramadol, altera o comportamento desses peixes, tornando-os mais ousados, mas prejudicando sua sobrevivência.
A pesquisa foi realizada no rio Dal, na Suécia, onde centenas de juvenis, conhecidos como smolts, foram monitorados durante sua migração para o mar Báltico. Os peixes foram divididos em grupos: um recebeu clobazam, outro tramadol, um terceiro teve a combinação dos dois e um grupo de controle não recebeu fármacos. Os pesquisadores utilizaram implantes de liberação lenta para administrar as substâncias em doses que refletiam níveis encontrados em ambientes aquáticos.
Os resultados mostraram que os smolts expostos ao clobazam atravessaram represas mais rapidamente, levando menos de três horas, enquanto os que receberam tramadol foram os mais lentos. No entanto, a taxa de sobrevivência foi alarmante: 89% dos peixes expostos ao tramadol não chegaram ao mar, enquanto apenas 15% dos que receberam clobazam conseguiram completar a migração, um aumento de 50% em relação ao grupo de controle.
Os pesquisadores alertam que, embora a maior taxa de sobrevivência dos salmones expostos ao clobazam possa parecer positiva, isso pode ter consequências ecológicas adversas. Mudanças no comportamento natural dos peixes podem afetar o equilíbrio do ecossistema, alterando a dinâmica populacional e aumentando a vulnerabilidade a predadores. A pesquisa destaca a necessidade de compreender os impactos dos poluentes farmacêuticos na fauna aquática.
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