A Associação Brasileira de Educação Médica (Abem) está preocupada com a ideia de criar um exame de proficiência para médicos no Brasil. A entidade acredita que isso pode piorar a falta de médicos e tornar a profissão mais elitizada, especialmente porque já há uma grande demanda por profissionais. A Abem aponta que não há provas de que exames como o da OAB tenham melhorado a qualidade das faculdades de direito, já que o número de cursos aumentou muito, mas a taxa de aprovação continua baixa. A associação também teme que um exame para médicos leve ao surgimento de cursos preparatórios caros, que muitos estudantes não conseguem pagar, aumentando a desigualdade no acesso à profissão. Isso pode deixar recém-formados em dificuldades financeiras, criando um ciclo de endividamento. A Abem sugere que, em vez de um exame único, haja uma avaliação contínua durante a graduação, o que poderia garantir uma formação melhor e mais responsabilidade das instituições de ensino.
A Associação Brasileira de Educação Médica (Abem) manifestou sua preocupação com a proposta de um exame de proficiência para médicos no Brasil. A entidade argumenta que essa medida pode agravar a escassez de profissionais e elitizar a profissão, especialmente em um cenário onde a demanda por médicos é alta.
A Abem destaca que não há evidências de que a implementação de exames de proficiência, como o da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), tenha melhorado a qualidade das faculdades de direito. A quantidade de cursos de direito aumentou de cerca de 250 para mais de 1.500, enquanto a aprovação em exames permanece baixa. A entidade alerta que um exame para médicos pode resultar em um número ainda menor de profissionais atuando, especialmente em áreas carentes.
Além disso, a Abem critica a possibilidade de que um exame de proficiência leve ao aumento de cursos preparatórios, que são caros e inacessíveis para muitos estudantes. Isso pode aprofundar a desigualdade no acesso à profissão, tornando o exercício da medicina mais elitizado. A situação financeira dos recém-formados pode se agravar, levando a um ciclo de endividamento e vulnerabilidade social.
Por fim, a Abem propõe uma avaliação contínua e abrangente durante a graduação, em vez de um exame único. A entidade acredita que essa abordagem pode garantir uma formação mais qualificada e corresponsabilidade das instituições de ensino, evitando a expansão descontrolada de cursos de baixa qualidade.
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