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Câncer do colo do útero: 80% das mulheres no SUS iniciam tratamento após 60 dias legais

Câncer do colo do útero no Brasil enfrenta desafios críticos: 80,5% das mulheres aguardam tratamento radioterápico além do prazo legal.

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Um estudo mostrou que 80,5% das mulheres com câncer do colo do útero no SUS começaram o tratamento com radioterapia depois do prazo legal de 60 dias, com uma média de espera de 117 dias. A pesquisa analisou dados entre 2019 e 2023, registrando 251 mil atendimentos de quimioterapia e 53 mil de radioterapia. O Ministério da Saúde reconheceu problemas no tratamento e planeja ações para melhorar a situação. A legislação exige que o tratamento comece em até 60 dias após o diagnóstico, mas 33,7% das mulheres fizeram terapia combinada, 31,8% passaram apenas por cirurgia e 13,8% receberam somente radioterapia. Apesar de uma redução de quase 60% na detecção de tumores em fase tardia, apenas 0,48% dos municípios atingiram a meta de 80% de cobertura do exame preventivo recomendado pela OMS. Entre 2019 e 2023, foram registrados 33.955 óbitos por câncer do colo do útero, principalmente em mulheres de 40 a 59 anos, com uma taxa de mortalidade de 6,83 por 100.000 mulheres em 2023, refletindo desigualdades no acesso ao diagnóstico e tratamento.

Um estudo do Observatório de Oncologia revela que 80,5% das mulheres com câncer do colo do útero no Sistema Único de Saúde (SUS) iniciaram o tratamento com radioterapia após o prazo legal de 60 dias, com uma média de espera de 117 dias. A pesquisa abrangeu dados entre 2019 e 2023, com 251 mil atendimentos de quimioterapia e 53 mil de radioterapia.

O Ministério da Saúde reconhece a deficiência no tratamento e planeja ações para melhorar a situação. A legislação vigente determina que o tratamento oncológico deve começar em até 60 dias após o diagnóstico. No entanto, 33,7% das mulheres realizaram terapia combinada, enquanto 31,8% passaram apenas por cirurgia e 13,8% receberam somente radioterapia.

A análise da ImpulsoGov indica que, na última década, houve uma redução de quase 60% na taxa de tumores detectados em fase tardia no SUS. Apesar disso, apenas 0,48% dos municípios atingiram a meta de cobertura do exame preventivo (papanicolau) recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 80% entre mulheres de 25 a 64 anos.

A falta de prevenção e rastreamento efetivo contribui para o aumento de casos e óbitos. Entre 2019 e 2023, foram registrados 33.955 óbitos por câncer do colo do útero, com a maioria das mortes ocorrendo em mulheres de 40 a 59 anos. A taxa de mortalidade em 2023 foi de 6,83 mortes por 100.000 mulheres, refletindo desigualdades no acesso ao diagnóstico e tratamento.

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