Um novo estudo revelou que o vírus oropouche, que é comum na Amazônia, está se espalhando mais do que se pensava na América Latina. A pesquisa analisou mais de nove mil amostras de sangue de seis países e encontrou 6,3% com anticorpos contra o vírus, o que indica que muitas infecções podem não estar sendo registradas. Os surtos recentes estão ligados a mudanças climáticas, como chuvas intensas e calor, que afetaram a região entre 2023 e 2024. Os pesquisadores, liderados por Felix Dressler, afirmam que as infecções por oropouche são muito subestimadas. Embora o estudo não tenha sido feito para determinar a taxa exata de infecção, os dados sugerem que o vírus pode estar se espalhando para áreas fora da Amazônia, especialmente no Nordeste do Brasil. O cientista Fernando Bozza alerta que o comportamento do vírus pode mudar em populações urbanas, como aconteceu com o vírus zika. Os pesquisadores pedem que os governos deem mais atenção ao oropouche em suas estratégias de saúde, incluindo diagnósticos e pesquisas de vacinas. A presença do vírus nas Américas é considerada negligenciada, e é urgente um monitoramento mais eficaz, especialmente após o Brasil registrar mais de 11 mil casos da doença no ano passado.
O vírus oropouche, endêmico na Amazônia, tem se espalhado com maior frequência do que se imaginava na América Latina, segundo um novo estudo. A pesquisa, publicada na revista Lancet Infectious Diseases, analisou mais de nove mil amostras de sangue de seis países e encontrou 6,3% com anticorpos contra o vírus, indicando uma subnotificação de infecções.
Os surtos recentes estão associados a mudanças climáticas, especialmente eventos de chuva extrema e calor, que afetaram a América do Sul entre 2023 e 2024. Os pesquisadores, liderados por Felix Dressler, da Universidade Livre de Berlim, destacam que a evidência sugere que as infecções por oropouche são altamente subestimadas na região.
Embora o estudo não tenha sido projetado para determinar a prevalência exata, os dados indicam que o vírus pode estar se espalhando para áreas fora da Amazônia, especialmente no Nordeste do Brasil. O cientista Fernando Bozza, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), alerta que o oropouche pode ter comportamentos diferentes em populações urbanas, como ocorreu com o vírus zika.
Os pesquisadores pedem que os governos priorizem o oropouche em suas estratégias de vigilância epidemiológica, testagem diagnóstica e pesquisa de vacinas. A presença do vírus nas Américas é considerada historicamente negligenciada, e a necessidade de monitoramento mais eficaz é urgente, especialmente após o Brasil registrar mais de 11 mil casos da doença no ano passado.
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