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Cigarros eletrônicos podem estar contribuindo para o aumento do tabagismo entre adolescentes na Nova Zelândia

Estudo recente revela que o vaping não substitui o tabagismo entre adolescentes na Nova Zelândia, desafiando argumentos de empresas do setor.

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Empresas de cigarros eletrônicos, como a British American Tobacco, tentaram mudar as regras sobre vaping na Nova Zelândia, dizendo que isso ajudaria a diminuir o tabagismo entre adolescentes. No entanto, um novo estudo publicado na *Lancet Regional Health-Western Pacific* mostra que isso não é verdade. A pesquisa analisou dados de quase 700 mil estudantes de 14 e 15 anos ao longo de 25 anos e descobriu que, desde 2010, quando o vaping se popularizou, as taxas de tabagismo entre jovens não caíram como esperado. Em 2023, 12,6% dos adolescentes relataram ter fumado, um número maior do que se a tendência anterior a 2010 tivesse continuado. O estudo também refuta uma pesquisa anterior que a indústria usou para justificar a flexibilização das regras. Os resultados sugerem que o vaping pode estar ajudando a iniciar o tabagismo entre adolescentes, o que é importante para as políticas públicas, pois indica a necessidade de regras que tratem tanto do vaping quanto do tabagismo.

Estudo Contesta Alegações da Indústria do Vaping na Nova Zelândia

Empresas de cigarros eletrônicos, incluindo a British American Tobacco, fizeram lobby para flexibilizar as regulamentações sobre vaping na Nova Zelândia e Austrália, alegando que o uso de vapes por adolescentes estaria substituindo o tabagismo. Um novo estudo, publicado na *Lancet Regional Health-Western Pacific*, contradiz essa afirmação, revelando que as taxas de tabagismo entre jovens não diminuíram em ritmo mais acelerado após o surgimento do vaping.

A pesquisa analisou dados de quase 700 mil estudantes do ensino médio, com idades entre 14 e 15 anos, ao longo de 25 anos (1999 a 2023). Os pesquisadores utilizaram uma abordagem estatística para avaliar o impacto do vaping nas tendências de tabagismo.

Vaping e o Início do Tabagismo

O estudo indica que, a partir de 2010, com o aumento do vaping, as taxas de declínio do tabagismo entre adolescentes diminuíram significativamente. Em 2023, 12,6% dos jovens neozelandeses relataram ter fumado alguma vez, um número que seria de 6,6% se a tendência anterior a 2010 tivesse continuado.

A pesquisa refuta um estudo anterior, publicado na *Lancet Public Health* em 2020, que havia sido usado pela indústria do vaping para justificar a flexibilização das regulamentações. Os autores do novo estudo apontam que a análise anterior não considerou se as tendências do tabagismo estavam mudando, apenas diminuindo.

Impacto nas Políticas Públicas

Os resultados do estudo são relevantes para as políticas públicas, pois sugerem que o vaping pode estar contribuindo para o início do tabagismo entre adolescentes. A pesquisa ressalta a necessidade de políticas eficazes que abordem tanto o vaping quanto o tabagismo, e alerta outras jurisdições sobre as possíveis consequências não intencionais de facilitar o acesso a produtos de vaporização.

A British American Tobacco utilizou o estudo de 2020 em apresentações a comitês governamentais na Nova Zelândia e Austrália, argumentando contra o endurecimento das regulamentações sobre cigarros eletrônicos. A nova pesquisa, no entanto, questiona a validade dessas alegações.

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