A Anvisa proibiu a venda e o uso de lâmpadas fluorescentes de alta potência para bronzeamento artificial em todo o Brasil. Essa decisão foi tomada para evitar o uso de equipamentos que já eram proibidos desde 2009. A medida foi uma resposta a leis municipais que permitiam o uso dessas câmaras, como uma aprovada no Rio de Janeiro em novembro de 2024. A Sociedade Brasileira de Dermatologia alertou que a exposição a esses aparelhos aumenta o risco de câncer de pele, especialmente o melanoma, mesmo com uma única sessão. O Brasil registra cerca de 220 mil novos casos de câncer de pele por ano. A Anvisa e a Sociedade Brasileira de Dermatologia afirmam que não há nível seguro de exposição a esses equipamentos, que podem causar sérios problemas de saúde.
Anvisa proíbe lâmpadas para bronzeamento artificial em todo o país
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu nesta quarta-feira, 2, a comercialização e o uso de lâmpadas fluorescentes de alta potência em equipamentos de bronzeamento artificial. A medida visa conter a utilização desses aparelhos, já proibidos no Brasil desde 2009.
A decisão da Anvisa ocorre em resposta à aprovação irregular de leis municipais que permitiam o uso das câmaras de bronzeamento. Em novembro de 2024, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou um projeto de lei que liberava o uso dos equipamentos para fins estéticos.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) repudiou a decisão do Rio de Janeiro, alertando para o aumento do risco de câncer de pele. A exposição a essas máquinas, mesmo uma única vez, eleva em cerca de 20% o risco de melanoma, o tipo mais agressivo de tumor de pele.
A SBD reforça que não existe nível seguro de exposição aos equipamentos de bronzeamento. O Brasil registra aproximadamente 220,5 mil novos casos de câncer de pele anualmente. A proibição das câmaras de bronzeamento foi estabelecida em 2009, após a Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC) classificar o uso do equipamento como cancerígeno.
A Anvisa destaca que o uso de câmaras de bronzeamento pode causar danos à saúde, incluindo o desenvolvimento de carcinoma basocelular, espinocelular e melanoma, que podem se espalhar para outros órgãos. A decisão da agência tem o apoio integral da SBD e do Instituto Nacional de Câncer (Inca).
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