Uma menina de 8 anos no Distrito Federal morreu após participar do “desafio do desodorante” no TikTok, onde os participantes inalam gases de desodorante. Ela foi encontrada desacordada pelo avô, com um frasco de desodorante ao seu lado. Apesar de tentativas de reanimação no hospital, a criança não sobreviveu. A polícia está investigando quem é responsável por esse conteúdo e se houve falhas na plataforma. Esse caso se junta a outros, como o de uma menina de 7 anos em São Paulo e outra de 11 anos em Pernambuco, totalizando pelo menos 56 crianças e adolescentes que morreram ou ficaram feridos no Brasil por causa de desafios perigosos nas redes sociais entre 2014 e 2025. Especialistas alertam que a falta de regras para as redes sociais permite que esses conteúdos perigosos fiquem disponíveis. Um projeto de lei que poderia responsabilizar as plataformas está parado no Congresso. Recentemente, as polícias de Minas Gerais e do Rio Grande do Norte realizaram operações para combater crimes online contra menores, resultando na prisão de oito pessoas no Rio de Janeiro.
Menina de 8 anos morre após participar de desafio perigoso no TikTok
Uma menina de 8 anos no Distrito Federal morreu após inalar gases durante o “desafio do desodorante”, uma disputa que circula no TikTok. A criança foi encontrada desacordada pelo avô, com um frasco de desodorante sob uma almofada úmida. Apesar de ser reanimada no hospital, a menina não resistiu.
A polícia investiga os responsáveis pelo conteúdo e possíveis falhas da plataforma digital. O desafio consiste em inalar a maior quantidade de desodorante em menor tempo, e outras versões utilizam produtos como esmalte, solvente e gasolina.
Número de mortes em desafios online preocupa
O caso no Distrito Federal se soma a outros recentes, como o de uma menina de 7 anos no ABC paulista e outra de 11 em Pernambuco. Um levantamento do Instituto DimiCuida aponta que, entre 2014 e 2025, ao menos 56 crianças e adolescentes entre 7 e 18 anos morreram ou ficaram gravemente feridos no Brasil devido a desafios nas redes sociais.
Falta de regulamentação expõe crianças a conteúdos perigosos
Especialistas apontam para a falta de regulamentação das redes sociais como um dos principais problemas. Conteúdos perigosos, como desafios letais e apologia a crimes, permanecem disponíveis, apesar dos filtros implementados pelas empresas.
O Projeto de Lei das Redes Sociais, que visava atribuir responsabilidade às plataformas, está parado no Congresso Nacional sob alegações de censura. A urgência do tema exige que a proposta seja resgatada e debatida.
Polícias intensificam ações contra crimes online
Nos últimos dias, as Polícias Civis de Minas Gerais e do Rio Grande do Norte, com apoio da Secretaria Nacional de Segurança Pública, realizaram operações para reprimir crimes contra menores na internet. No Rio, dois adultos e seis adolescentes foram presos acusados de cometerem esses crimes. As ações são consideradas necessárias, mas especialistas defendem que devem ser constantes e mais abrangentes.
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