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Mulheres espanholas enfrentam a indústria cosmética após diagnóstico de mesotelioma

Mulheres na Espanha processam indústrias de cosméticos por mesotelioma, ligando a doença ao talco contaminado por amianto. Justiça e compensações estão em jogo.

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Mulheres na Espanha estão processando empresas de cosméticos por causa de casos de mesotelioma, um câncer raro ligado ao amianto. Antes, essa doença afetava principalmente homens em profissões que lidavam com amianto, mas agora mulheres que usaram produtos com talco contaminado também estão sendo diagnosticadas. Estudos mostraram que cosméticos podem conter amianto, o que levou a um aumento de reclamações nos Estados Unidos e no Reino Unido. Uma mulher espanhola conseguiu compensação de fabricantes americanos após seu diagnóstico. A advogada Ana Romero, que trabalha com esses casos, encoraja outras mulheres a verificar se usaram produtos com talco, já que muitas marcas usam essa substância em suas fórmulas. Um caso no Reino Unido, de uma mulher diagnosticada com mesotelioma aos 42 anos, também destaca o problema, pois ela encontrou amianto em produtos de maquiagem que usou na infância. A Johnson & Johnson enfrentou milhares de processos nos EUA relacionados ao talco, e embora tenha retirado produtos do mercado, ainda afirma que são seguros. Em 2023, a OMS classificou o talco como “provavelmente cancerígeno”, e a FDA já encontrou amianto em amostras de talco da J&J.

Mulheres na Espanha processam indústria cosmética por casos de mesotelioma. A doença, um câncer raro ligado à exposição ao amianto, antes associada a homens em profissões específicas, agora atinge mulheres que usaram produtos com talco contaminado.

Diagnósticos em mulheres sem histórico de exposição levantaram suspeitas sobre a presença de amianto em cosméticos. Estudos recentes confirmaram a contaminação, levando a um aumento de reclamações nos Estados Unidos e Reino Unido nos últimos 15 anos.

Uma mulher espanhola obteve compensação de fabricantes cosméticos americanos após diagnosticar mesotelioma. A advogada Ana Romero, especialista em reclamações internacionais, destaca que é o primeiro caso de sucesso de uma vítima espanhola na jurisdição americana.

Romero incentiva outras mulheres diagnosticadas a investigar o uso de produtos com talco, como bronzeadores, sombras e maquiagens. Ela estima que quase todas as grandes marcas utilizam talco em suas fórmulas, com alguns produtos apresentando níveis de amianto acima do recomendado.

Caso de Hannah Fletcher, no Reino Unido, ilustra o problema. Diagnosticada com mesotelioma aos 42 anos, ela descobriu a presença de fibras de amianto em seus órgãos após usar produtos de maquiagem na infância. Fletcher processou e obteve indenização nos EUA.

A gigante Johnson & Johnson (J&J) enfrentou mais de 54 mil processos nos EUA em 2018, relacionados ao uso de talco para bebês. A empresa retirou os produtos em 2019, mas manteve a alegação de segurança. Em 2023, 95% das reclamações resultaram em acordos.

Advogados americanos relatam um padrão de casos em mulheres que nunca trabalharam em ambientes com amianto. Brendan J. Tully, do Simon Greenstone Panatier, afirma que o sistema de reclamações nos EUA favorece as vítimas, facilitando a comprovação do nexo entre cosméticos e a doença.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o talco como “provavelmente cancerígeno” em 2023. A Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA encontrou amianto em amostras de talco para bebês da J&J em 2019, embora nem todos os produtos contenham a substância.

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