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Mudanças cerebrais durante a gravidez podem explicar a depressão pós-parto

Estudo revela que experiências traumáticas no parto podem alterar áreas cerebrais, aumentando o risco de depressão pós-parto em mães.

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Um estudo recente mostrou que mulheres com depressão pós-parto têm alterações no cérebro, com aumento do volume do hipocampo e da amígdala direita, que estão ligadas às emoções e ao estresse. A pesquisa, feita na Espanha, analisou 88 mulheres grávidas pela primeira vez e comparou com 30 mulheres que nunca tiveram filhos. As mulheres que tiveram experiências ruins durante o parto mostraram aumento no hipocampo, enquanto aquelas com sintomas de depressão apresentaram aumento na amígdala direita, que está relacionada ao aumento dos sintomas depressivos. O ginecologista Rômulo Negrini ressaltou a importância dessa descoberta para o tratamento da depressão. A pesquisa também revelou que entre 7% e 44% das mães consideram o parto traumático, e 17% sofrem de depressão pós-parto, com a Fiocruz estimando que cerca de 25% das mães no Brasil são afetadas. Embora não haja mudanças imediatas na prática clínica, os resultados destacam a necessidade de monitorar a saúde mental das gestantes durante o pré-natal, permitindo a detecção de alterações cerebrais antes do aparecimento da depressão.

Estudo aponta ligações entre parto traumático e alterações cerebrais em mulheres

Um estudo recente revelou que mulheres com depressão pós-parto apresentam aumento no volume do hipocampo e da amígdala direita, áreas do cérebro relacionadas às emoções e ao estresse. A pesquisa, publicada na revista *Science Advances*, investigou a relação entre experiências de parto traumáticas e alterações cerebrais.

Pesquisadores da Espanha utilizaram ressonância magnética para avaliar regiões cerebrais de 88 mulheres grávidas pela primeira vez, sem histórico de transtornos mentais. O estudo também incluiu um grupo controle com 30 mulheres que nunca tiveram filhos.

Experiência subjetiva do parto influencia a saúde mental

Mulheres que relataram experiências ruins durante o parto apresentaram aumento bilateral no hipocampo. Já aquelas com sintomas de depressão pós-parto tiveram aumento na amígdala cerebral direita. Segundo o estudo, o crescimento da amígdala direita está ligado ao aumento dos sintomas depressivos.

O ginecologista e obstetra Rômulo Negrini, do Hospital Israelita Albert Einstein, destaca a importância da descoberta. “A correlação da amígdala direita com a depressão pós-parto é relevante, pois a depressão requer tratamento”, afirma.

Depressão pós-parto afeta grande número de mulheres

De acordo com a pesquisa, entre 7% e 44% das mães descrevem o parto como traumático, 10% desenvolvem transtorno de estresse pós-traumático e 17% sofrem de depressão pós-parto. No Brasil, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) estima que cerca de 25% das mães são afetadas.

Apesar de não haver mudanças imediatas na prática clínica, os resultados reforçam a importância do monitoramento da saúde mental da gestante durante o pré-natal. “Se houver alto risco, posso fazer o exame logo após o parto e detectar alterações cerebrais antes da depressão aparecer”, propõe Negrini.

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