April Hubbard, uma artista de 39 anos, decidiu optar pela Assistência Médica para Morrer (Maid) no Canadá, onde a eutanásia se tornou mais aceita. Ela não tem uma doença terminal, mas enfrenta dores crônicas devido a espinha bífida e tumores na coluna, o que a leva a considerar a morte assistida como uma escolha digna. Desde a introdução da Maid em 2016, o Canadá se tornou um dos países com leis mais liberais sobre eutanásia, permitindo que pessoas com condições não terminais solicitem a morte assistida. Em 2023, foram registradas mais de 15 mil mortes por meio da Maid, representando cerca de 5% das mortes no país. No entanto, críticos alertam que a eutanásia pode ser vista como uma alternativa à assistência social e médica, levantando preocupações sobre o impacto em pessoas com deficiências. Enquanto isso, parlamentares britânicos estão considerando propostas semelhantes, mas com regras mais restritivas.
April Hubbard, uma artista de 39 anos, planeja optar pela Assistência Médica para Morrer (Maid) no Canadá, destacando a crescente aceitação da eutanásia no país. A decisão de April, que não possui uma doença terminal, reflete a ampliação das aprovações para a Maid, que agora inclui pessoas com condições não terminais e sofrimento intolerável.
April, que nasceu com espinha bífida e enfrenta dores crônicas devido a tumores na coluna, solicitou a Maid em março de 2023. Ela descreve sua dor como insuportável e afirma que não tem mais qualidade de vida. Em sua visão, a morte assistida é uma escolha digna, e ela deseja estar cercada por familiares e amigos em seus últimos momentos.
Desde a introdução da Maid em 2016, o Canadá se tornou um dos países com as leis mais liberais sobre eutanásia. Em 2021, o requisito de ter uma doença terminal foi removido, permitindo que mais pessoas se qualificassem. Em 2023, foram registradas 15.343 mortes por meio da Maid, representando cerca de uma em cada 20 mortes no país.
Críticos da Maid alertam que a eutanásia pode ser vista como uma alternativa à assistência social e médica adequada. Andrew Gurza, consultor de conscientização sobre deficiências, expressa preocupação com a facilidade de acesso à morte assistida em comparação com o suporte para viver. Ele afirma que a existência da Maid pode ser ameaçadora para pessoas com deficiências.
A discussão sobre a eutanásia no Canadá ocorre em um contexto mais amplo, com parlamentares britânicos considerando propostas semelhantes. No entanto, as leis canadenses permitem que pessoas com condições não terminais solicitem a morte assistida, enquanto as propostas britânicas exigem um prognóstico de morte em seis meses.
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