Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Kleptomania: transtorno psicológico gera estigma e dificuldade no tratamento

Kleptomania, distúrbio pouco compreendido, afeta até 2,6% da população. Estigma e falta de tratamento dificultam a busca por ajuda.

0:00
Carregando...
0:00

Winona Ryder, uma atriz famosa, ficou conhecida mundialmente em 2001 após ser pega roubando em uma loja. Ela foi julgada e condenada a pagar uma multa, fazer serviços comunitários e buscar terapia para tratar a kleptomania, um distúrbio psicológico pouco compreendido. Pesquisadores estão agora estudando melhor a kleptomania, que afeta entre 0,3% e 2,6% da população. Segundo a psicóloga Lucero Munguía, a kleptomania é um impulso incontrolável de roubar, geralmente ligado a emoções, e é mais comum em mulheres. As causas envolvem fatores biológicos e psicológicos, como a serotonina, que afeta a impulsividade. Muitas pessoas com kleptomania também têm outros transtornos, como os obsessivo-compulsivos. O estigma em torno da kleptomania dificulta que as pessoas busquem ajuda, já que muitas sentem vergonha e medo de serem julgadas. A maioria só procura tratamento após problemas legais ou pressão familiar, e mais de 65% abandonam o tratamento, em parte pela falta de reconhecimento do distúrbio. Munguía observa que a percepção negativa sobre a kleptomania, como a que Winona Ryder enfrentou, contribui para esse estigma, tornando mais difícil para os afetados buscarem ajuda. O estudo atual visa entender melhor os perfis de impulsividade e compulsão para melhorar o tratamento e reduzir as taxas de abandono e recaída.

Winona Ryder, atriz renomada, ganhou notoriedade mundial em 2001 após ser flagrada roubando em uma loja. O incidente resultou em um julgamento, onde foi condenada a pagar multa, realizar serviços comunitários e buscar terapia para tratar a kleptomania, um distúrbio psicológico pouco compreendido.

Recentemente, pesquisadores têm aprofundado o entendimento sobre a kleptomania, revelando sua prevalência entre 0,3% e 2,6% da população. A psicóloga Lucero Munguía, da Idibell em Barcelona, explica que a kleptomania é um impulso incontrolável de roubar, motivado por uma busca de alívio emocional, seguido de culpa e angústia. A condição é mais comum em mulheres, que representam três quartos dos diagnósticos.

As causas da kleptomania são multifatoriais, envolvendo fatores neurobiológicos e psicológicos. O neurotransmissor serotonina, que regula a impulsividade, é frequentemente associado a esse distúrbio. Além disso, indivíduos com kleptomania costumam apresentar outros transtornos, como transtornos obsessivo-compulsivos e de uso de substâncias.

A estigmatização em torno da kleptomania dificulta o diagnóstico e o tratamento. Muitos pacientes não buscam ajuda devido à vergonha e ao medo de serem julgados. A maioria só procura assistência após problemas legais ou pressão familiar. A psicóloga Susana Jiménez-Murcia ressalta que mais de 65% dos pacientes abandonam o tratamento, em parte pela falta de reconhecimento do distúrbio.

Munguía destaca que a percepção negativa sobre a kleptomania, como a que ocorreu com Winona Ryder, contribui para o estigma. A sociedade frequentemente trivializa esses comportamentos, dificultando que os afetados busquem ajuda. O estudo recente busca caracterizar melhor os perfis de impulsividade e compulsão, visando aprimorar as abordagens terapêuticas e reduzir as taxas de abandono e recaída.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais