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Nutricionista explica a importância do índice e da carga glicêmica na alimentação saudável

Entenda a diferença entre Índice Glicêmico e Carga Glicêmica e como esses conceitos impactam o controle alimentar de diabéticos.

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A comunicação entre profissionais de saúde e pacientes pode ser difícil, especialmente em assuntos como nutrição e diabetes, devido ao uso de termos técnicos. Muitos diabéticos têm dúvidas sobre o Índice Glicêmico (IG) e a Carga Glicêmica (CG). O IG mostra como os carboidratos de um alimento afetam a glicose no sangue, comparando 50 gramas de carboidrato de um alimento com um padrão, como pão branco. Alimentos com IG alto, acima de 70, podem causar picos de glicose, enquanto os com IG baixo, abaixo de 55, promovem uma absorção mais lenta. O IG pode variar dependendo de fatores como o modo de preparo e a quantidade de fibras. A CG complementa o IG, levando em conta a quantidade de carboidrato no alimento, sendo calculada multiplicando o IG pelo teor de carboidrato. Alimentos com CG baixa variam de 0 a 10, enquanto os de alta CG superam 20. Para melhorar o controle da glicose, é recomendado trocar alimentos com alto IG por opções com mais fibras, gorduras saudáveis e proteínas, ajudando a manter os níveis de açúcar no sangue mais estáveis.

A comunicação entre profissionais de saúde e o público leigo enfrenta desafios, especialmente em temas como nutrição e diabetes. O uso excessivo de jargões técnicos dificulta a compreensão, levando a confusões sobre conceitos essenciais, como o Índice Glicêmico (IG) e a Carga Glicêmica (CG).

Muitos pacientes diabéticos têm dúvidas sobre o IG, que mede a velocidade com que os carboidratos de um alimento elevam a glicose no sangue. Criado em mil novecentos e oitenta e um, o IG compara o efeito de cinquenta gramas de carboidrato de um alimento com um padrão, como pão branco ou glicose. Alimentos com IG alto, acima de setenta, causam picos de glicose e maior liberação de insulina, enquanto os de IG baixo, abaixo de cinquenta e cinco, promovem uma absorção mais lenta e estável.

É importante destacar que o IG pode variar por fatores como cultivo, quantidade de fibras e modo de preparo. Por exemplo, sucos têm IG mais alto do que a fruta in natura, e purês de batata apresentam IG elevado em comparação à batata cozida inteira. Essa variação pode gerar confusão ao escolher alimentos apenas com base no IG.

A Carga Glicêmica (CG) complementa o IG, considerando a qualidade e a quantidade do carboidrato. A CG é calculada multiplicando o IG pelo teor de carboidrato do alimento. Alimentos com CG baixa têm índices entre zero e dez, enquanto os de alta CG superam vinte. Cereais integrais e feijão, por exemplo, possuem CG baixa, contribuindo para um melhor controle dos níveis de glicose e insulina no sangue.

Para otimizar a resposta glicêmica das refeições, recomenda-se substituir alimentos com alto IG e aumentar a ingestão de fibras, gorduras saudáveis e proteínas. Essa abordagem pode ajudar a manter os níveis de açúcar no sangue mais estáveis e prolongar a saciedade.

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