Em fevereiro de 2025, os cinco maiores doadores globais no combate ao HIV anunciaram cortes de até 70% nas suas contribuições, com os Estados Unidos suspendendo temporariamente o PEPFAR, um programa que ajudou a salvar milhões de vidas desde 2003. Essa decisão pode levar a milhões de novas infecções e mortes, comprometendo décadas de progresso na luta contra o HIV. Os países afetados, como Reino Unido, França, Alemanha e Países Baixos, representam mais de 90% da ajuda internacional, e a redução nas doações pode resultar em até 10 milhões de novas infecções e quase 3 milhões de mortes até 2030. Os cortes impactam programas de prevenção, especialmente para mães e crianças, e afetam grupos vulneráveis, como trabalhadores sexuais e usuários de drogas, que já enfrentam altas taxas de infecção. A crise também pode afetar a Europa, onde muitos novos diagnósticos de HIV ocorrem em migrantes. Organizações como ONUsida e a OMS alertam que esses cortes ameaçam os avanços recentes e pedem que os países mantenham seus compromissos de doação para evitar um retrocesso na luta contra o HIV.
Em fevereiro de 2025, os cinco maiores doadores globais no combate ao HIV anunciaram cortes de até 70% nas contribuições, com os Estados Unidos suspendendo temporariamente o PEPFAR (Plano de Emergência do Presidente dos EUA para o Alívio do HIV/SIDA). Essa decisão pode resultar em milhões de novas infecções e mortes.
Os países afetados, incluindo Reino Unido, França, Alemanha e Países Baixos, representam mais de 90% da ajuda internacional. A redução conjunta de 24% nas doações para 2025 e 2026 comprometeu décadas de progresso na luta contra o HIV, que havia visto uma queda significativa nas novas infecções e mortes.
Desde sua criação em 2003, o PEPFAR salvou cerca de 26 milhões de vidas em mais de 50 países, principalmente na África subsaariana. O programa financia medicamentos antirretrovirais, treinamento de profissionais de saúde e iniciativas de prevenção, como testes de HIV e distribuição de preservativos. A suspensão do PEPFAR pode gerar entre 4 e 10 milhões de novas infecções e até 2,93 milhões de mortes adicionais até 2030, segundo projeções da revista The Lancet HIV.
Impacto nas Populações Vulneráveis
Os cortes afetam diretamente programas de prevenção, como a transmissão de HIV de mães para filhos e a atenção pediátrica, que tiveram sucesso na redução de infecções em recém-nascidos. A falta de financiamento compromete também campanhas de conscientização e a distribuição de profilaxia pré-exposição (PrEP), essencial para pessoas em alto risco.
Grupos como trabalhadores sexuais, homens que fazem sexo com homens, pessoas trans e usuários de drogas, que já enfrentam altas taxas de infecção, podem ser ainda mais marginalizados. A falta de recursos para prevenção resulta em novas infecções que poderiam ser evitadas.
Consequências Globais
Embora o foco esteja em países de baixa e média renda, a crise também impacta na Europa. Aproximadamente 50% dos novos diagnósticos de HIV na Espanha ocorrem em migrantes. O aumento de casos em outras regiões pode afetar a saúde global, tornando a situação ainda mais crítica.
Organizações como ONUsida e a OMS alertam que os cortes nas doações ameaçam reverter os avanços dos últimos anos. Para evitar um retrocesso, é crucial que os países mantenham seus compromissos de doação e reforcem a atenção primária, garantindo que o HIV não continue sendo uma ameaça global nas próximas décadas.
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