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Cresce a pressão por cirurgias plásticas na China com padrões de beleza distorcidos

Cresce a pressão por padrões de beleza na China, com 20 milhões de cirurgias plásticas anuais, mas riscos e fraudes alarmam.

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Abby Wu, uma influenciadora de cirurgia plástica na China, começou sua jornada aos 14 anos após ganhar peso por causa de um tratamento hormonal e já fez mais de 100 procedimentos estéticos, gastando cerca de R$ 2,9 bilhões. A cirurgia plástica se tornou muito popular no país, com cerca de 20 milhões de pessoas se submetendo a esses procedimentos todos os anos, principalmente mulheres jovens, que representam 80% dos pacientes, com idade média de 25 anos. Os padrões de beleza na China estão mudando, misturando influências ocidentais, estética de anime e K-Pop, e procedimentos como aumento de queixo e cirurgia de pálpebra inferior estão em alta. No entanto, a falta de regulamentação é preocupante, com cerca de 80 mil clínicas funcionando sem licença e muitos profissionais sem as qualificações necessárias, resultando em um aumento de cirurgias malsucedidas. Casos como o de Yue Yue, que teve complicações após procedimentos em clínicas não licenciadas, são comuns. Além disso, a pressão para se encaixar nos padrões de beleza também afeta o mercado de trabalho, onde mulheres são forçadas a fazer cirurgias para conseguir emprego. Aplicativos de cirurgia plástica, como o SoYoung, estão se tornando populares, oferecendo análises faciais e recomendações, mas mesmo Abby Wu, após várias cirurgias, ainda é apontada como tendo “imperfeições”, mostrando a pressão constante por padrões de beleza.

Abby Wu, influenciadora de cirurgia plástica na China, iniciou sua trajetória aos 14 anos após um aumento de peso devido a tratamento hormonal. Desde então, ela já passou por mais de 100 procedimentos estéticos, totalizando um custo de R$ 2,9 bilhões. A popularidade da cirurgia plástica no país cresceu, com cerca de 20 milhões de pessoas se submetendo a esses procedimentos anualmente.

A pressão social por padrões de beleza tem impulsionado essa demanda, especialmente entre mulheres jovens. Aproximadamente 80% dos pacientes são mulheres, com idade média de 25 anos. Os padrões de beleza na China têm evoluído, misturando influências ocidentais, estética de anime e K-Pop. Procedimentos como o aumento de queixo e a cirurgia de pálpebra inferior estão em alta, buscando um ideal de beleza quase infantil.

Entretanto, a falta de regulamentação no setor é alarmante. Estima-se que 80 mil clínicas operem sem licença, e muitos profissionais não possuem as qualificações necessárias. Isso resulta em um número crescente de acidentes e cirurgias malsucedidas. Yang Lu, cirurgiã plástica licenciada, observa um aumento no número de pacientes buscando reparos para operações mal executadas.

Casos de cirurgias malsucedidas, como o de Yue Yue, que sofreu complicações após procedimentos em clínicas não licenciadas, são comuns. Ela relata que sua pele ficou com aparência irregular após injeções de colágeno. A pressão para se adequar aos padrões de beleza também se reflete em práticas de recrutamento, onde mulheres são forçadas a se submeter a cirurgias para conseguir emprego.

Aplicativos de cirurgia plástica, como SoYoung, têm ganhado popularidade, oferecendo análises faciais e recomendações de procedimentos. Apesar de Abby Wu ter passado por diversas cirurgias, o aplicativo ainda aponta “imperfeições” em seu rosto, evidenciando a pressão contínua por padrões de beleza. A situação revela um ciclo vicioso, onde a busca pela perfeição estética pode levar a consequências graves e duradouras.

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