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Estudo revela ligação entre traços de personalidade e insônia em adultos brasileiros

Estudo da USP revela que traços de personalidade, como neuroticismo e abertura, influenciam a insônia, mediada pela ansiedade.

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Um estudo da Universidade de São Paulo mostrou que pessoas com altos níveis de neuroticismo têm mais chances de sofrer de insônia, enquanto aquelas com maior abertura de personalidade apresentam menos problemas para dormir. A pesquisa, publicada no Journal of Sleep Research, também destacou que a ansiedade é um fator que liga essas duas condições. A insônia afeta cerca de 30% da população mundial e é ainda mais comum em São Paulo, onde 45% das pessoas relatam dificuldades para dormir. A psicóloga Bárbara Araújo Conway, responsável pelo estudo, analisou 595 participantes, sendo que 61,7% dos que sofrem de insônia apresentaram alto neuroticismo, em comparação com 32% do grupo sem queixas. Além disso, 40,7% dos insones tinham baixa abertura de personalidade, contra 23% do grupo saudável. A pesquisa indicou que tratar a ansiedade pode ajudar a melhorar a insônia, e Conway enfatiza a importância de entender os traços de personalidade para um tratamento mais eficaz. A terapia cognitivo-comportamental é o tratamento padrão, mas a falta de profissionais qualificados no Brasil é um desafio. Os pesquisadores sugerem a criação de tratamentos personalizados que abordem tanto a insônia quanto a ansiedade, visando melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) revelou que altos níveis de neuroticismo estão associados à insônia, enquanto a abertura de personalidade está ligada a menores índices do distúrbio. A pesquisa, publicada no Journal of Sleep Research, destaca a ansiedade como mediadora nessa relação.

A insônia, que afeta cerca de 30% da população mundial, é ainda mais prevalente em São Paulo, onde 45% dos habitantes relatam dificuldades para dormir. A psicóloga Bárbara Araújo Conway, autora da dissertação, explica que o estudo surgiu da necessidade de entender como os traços de personalidade influenciam esse transtorno, que pode levar a problemas de saúde como hipertensão e depressão.

Os pesquisadores analisaram quinhentos e noventa e cinco participantes entre 18 e 59 anos, divididos em dois grupos: um com pacientes diagnosticados com insônia e outro sem queixas. Os resultados mostraram que 61,7% dos insones apresentaram alto índice de neuroticismo, em comparação com 32% do grupo-controle. Além disso, 40,7% dos insones tinham baixos índices de abertura, contra 23% do grupo saudável.

Relação entre Neuroticismo e Ansiedade

A pesquisa identificou que a ansiedade atua como um mecanismo de mediação, explicando como o neuroticismo influencia o desenvolvimento da insônia. A depressão, por outro lado, não se mostrou um fator significativo nessa relação. Os dados sugerem que tratar a ansiedade é fundamental para melhorar a insônia.

Conway ressalta a importância de conhecer os traços de personalidade dos pacientes com insônia para um tratamento mais eficaz. A terapia cognitivo-comportamental aplicada à insônia (TCC-I) é considerada o tratamento padrão, mas a escassez de profissionais especializados no Brasil é um desafio.

Os pesquisadores defendem a criação de protocolos de tratamento personalizados, que integrem técnicas para abordar tanto a insônia quanto a ansiedade. Essa abordagem pode melhorar a qualidade de vida dos pacientes e oferecer um suporte mais adequado às suas necessidades.

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