Hugh Grant, famoso por seus filmes românticos, se juntou ao psicólogo Jonathan Haidt e a outros pais para uma campanha que quer proibir o uso de dispositivos digitais nas escolas do Reino Unido. Eles acreditam que o uso de tecnologia, como Chromebooks e smartphones, prejudica a saúde mental das crianças e a qualidade do ensino. Durante um evento em Londres, Grant criticou a decisão de dar um Chromebook para cada aluno, afirmando que a maioria dos professores britânicos usa tecnologia em sala de aula, mas isso não é o que as crianças realmente precisam. Ele se uniu à organização Close Screens, Open Minds, e destacou que muitos pais têm medo de questionar a digitalização do aprendizado. Haidt também acredita que a tecnologia deve ser usada nas escolas, mas não nas carteiras das crianças, e criticou aplicativos que oferecem recompensas constantes, tornando o aprendizado entediante. A campanha acontece em um momento em que um projeto de lei no Parlamento britânico busca proteger menores de 16 anos de conteúdos prejudiciais nas redes sociais. No entanto, o governo britânico rejeitou as propostas de proibição de dispositivos móveis nas escolas, considerando-as apenas uma forma de chamar a atenção. A discussão sobre o uso de tecnologia na educação continua polêmica, com opiniões divididas entre pais e especialistas.
O ator Hugh Grant, conhecido por seus papéis em comédias românticas, se uniu ao psicólogo Jonathan Haidt e a outros pais em uma campanha para proibir o uso de dispositivos digitais nas salas de aula do Reino Unido. A iniciativa surge em resposta ao crescente uso de tecnologia educacional, como Chromebooks e smartphones, que, segundo eles, prejudica a saúde mental das crianças e a qualidade da educação.
Durante um evento em Londres, Grant expressou sua indignação ao afirmar que a decisão de fornecer um Chromebook para cada aluno foi a “gota d’água”. Ele destacou que 98% dos professores britânicos utilizam tecnologia em sala de aula, com laptops e tablets disponíveis para mais de 90% dos alunos. O ator, pai de cinco filhos, criticou a dependência das escolas em relação a esses dispositivos, afirmando que essa abordagem não é o que as crianças realmente precisam.
Críticas à Tecnologia nas Escolas
Grant, que se juntou à organização Close Screens, Open Minds, enfatizou que muitos pais têm receio de questionar a digitalização do aprendizado. Ele acredita que a mobilização de um número significativo de pais pode levar os políticos a agir, já que eles temem a perda de apoio. Haidt, por sua vez, argumenta que a introdução de smartphones nas escolas contribuiu para uma “epidemia de doenças mentais” entre os jovens.
Haidt também defendeu que a tecnologia deve ter um papel nas escolas, mas não deve estar nas carteiras das crianças. Ele criticou o uso de aplicativos que recompensam os alunos com estímulos constantes, afirmando que isso pode tornar atividades não lúdicas extremamente entediantes para as crianças.
Propostas e Reações
A campanha de Grant e Haidt ocorre em um contexto onde um projeto de lei no Parlamento britânico busca proteger menores de 16 anos de conteúdos prejudiciais nas redes sociais. A comissionada para a infância da Inglaterra, Rachel de Souza, também pediu medidas mais rigorosas para proteger as crianças fora do ambiente escolar.
Atualmente, o governo britânico rejeitou as propostas de proibição de dispositivos móveis nas escolas, considerando-as um “truque para chamar a atenção”. A discussão sobre o papel da tecnologia na educação continua a gerar polêmica, com pais e especialistas divididos sobre os benefícios e malefícios do uso de dispositivos digitais no aprendizado.
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