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Perda auditiva aumenta risco de declínio cognitivo em brasileiros com mais de 50 anos

Perda auditiva acelera o declínio cognitivo em brasileiros a partir dos 50 anos, revelando a urgência de diagnósticos precoces para prevenir demências.

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Um estudo com 805 brasileiros a partir de 50 anos mostrou que a perda auditiva está ligada a um rápido declínio nas habilidades cognitivas. Os resultados, publicados no Journal of Alzheimer’s Disease, destacam a importância de diagnósticos e intervenções precoces para evitar demências, como o Alzheimer. A pesquisa, liderada por Claudia Suemoto da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, aponta que a perda auditiva é um fator de risco que pode ser modificado. Em 2050, mais de 70% das pessoas com demência estarão em países de baixa e média renda, como o Brasil. Os participantes foram acompanhados por oito anos, e 62 deles apresentaram perda auditiva, mostrando um declínio cognitivo mais rápido do que o esperado. A perda auditiva pode prejudicar o cérebro de duas formas: interrompendo a entrada de informações e levando ao isolamento social, que também é um fator de risco para demência. Suemoto ressalta a importância de testes auditivos, pois muitos não percebem sua perda auditiva. Com o diagnóstico, é possível usar aparelhos auditivos para corrigir a condição. Além da perda auditiva, existem outros fatores de risco modificáveis para demência, como baixa escolaridade, hipertensão e diabetes.

Um estudo com oitocentos e cinco brasileiros com idade a partir de cinquenta anos revelou que a perda auditiva está ligada a um declínio cognitivo acelerado. Os resultados, publicados no Journal of Alzheimer’s Disease, ressaltam a necessidade de diagnósticos e intervenções precoces para prevenir demências, como o Alzheimer.

A pesquisa, conduzida por Claudia Suemoto, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP), destaca que a perda auditiva é um fator de risco modificável para demências. Em 2050, estima-se que mais de setenta por cento das pessoas com demência viverão em países de baixa e média renda, como o Brasil. “É crucial identificar fatores de risco e promover a saúde auditiva”, afirmou Suemoto.

Os participantes do estudo foram monitorados ao longo de oito anos, com testes de audiometria e avaliações cognitivas. Dentre os oitocentos e cinco, sessenta e dois (7,7%) apresentaram perda auditiva, mostrando um declínio cognitivo global mais rápido do que o esperado para a idade. Os testes indicaram declínios em memória, fluência verbal e função executiva.

Mecanismos de Declínio Cognitivo

A perda auditiva pode afetar o cérebro de duas maneiras principais. Primeiro, a audição é uma via essencial para a entrada de informações. Quando essa via é interrompida, áreas do cérebro deixam de ser estimuladas, acelerando o declínio cognitivo. Em segundo lugar, a perda auditiva pode levar ao isolamento social, um fator de risco reconhecido para demência.

Suemoto enfatiza a importância de realizar testes de audiometria, já que muitos não percebem sua perda auditiva. “Com o diagnóstico, é possível corrigir a condição com o uso de aparelhos auditivos”, disse. Além da perda auditiva, outros onze fatores de risco modificáveis para demências incluem baixa escolaridade, hipertensão e diabetes.

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