A Anvisa analisou 41 marcas de creatina vendidas no Brasil e apenas uma foi aprovada em todos os critérios. A única que passou foi a Creatine Monohydrate – 100% Pure, da Athletica Nutrition. A análise, feita pelo INCQS da Fiocruz, verificou o teor de creatina, a presença de substâncias estranhas e a rotulagem. Embora 40 marcas estivessem dentro dos limites legais de creatina, 40 apresentaram problemas de rotulagem, que não representam riscos à saúde, mas podem gerar notificações aos fabricantes. A Anvisa coletou amostras de creatinas mais vendidas em vários estados no segundo semestre de 2024, e os resultados mostram uma diferença em relação a análises anteriores, sugerindo uma possível melhoria na autorregulação do setor.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou os resultados de uma análise de quarenta e uma creatinas comercializadas no Brasil. Apenas um produto foi aprovado em todos os critérios avaliados, enquanto quarenta apresentaram problemas de rotulagem. A análise foi realizada pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Os critérios avaliados incluíram o teor de creatina, a presença de matérias estranhas e a adequação de rotulagem. A única amostra que atendeu a todos os requisitos foi a Creatine Monohydrate – 100% Pure, da marca Athletica Nutrition, fabricada por ADS Laboratório Nutricional LTDA. A legislação permite uma variação de até 20% no teor em relação ao que é declarado no rótulo, sendo que o valor de referência para creatina é de três gramas.
Dos produtos analisados, quarenta marcas estavam dentro dos limites legais de teor de creatina, com apenas uma amostra considerada irregular. Contudo, a Anvisa não revelou a marca irregular, pois a amostra está em processo administrativo. A agência observou que os resultados atuais diferem de levantamentos anteriores, sugerindo uma possível autorregulação do setor.
Problemas de Rotulagem
Em relação à presença de matérias estranhas, todas as marcas foram consideradas satisfatórias. No entanto, quarenta dos quarenta e um produtos não atenderam aos critérios de rotulagem. Os problemas identificados não representam riscos à saúde, mas podem levar a notificações aos fabricantes. Os erros mais comuns foram relacionados à orientação ao público.
A Anvisa coletou amostras de embalagens de trezentos gramas das creatinas mais vendidas no país durante o segundo semestre de dois mil e vinte e quatro. As amostras foram adquiridas em estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Espírito Santo. Para garantir a precisão dos resultados, os produtos foram coletados três vezes pelas vigilâncias sanitárias locais.
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