Pesquisadores do INCT NeuroTec-R descobriram que ouvir música instrumental pode ajudar crianças, com e sem TDAH, a se concentrarem melhor em tarefas. O estudo foi feito com 76 meninos de 10 a 12 anos, sendo 34 com TDAH e 42 sem. Durante o teste, as crianças cometeram menos erros quando a música estava tocando, mesmo que o tempo de reação não tenha mudado. Isso sugere que a música pode ajudar a criar um ambiente mais focado. Os pesquisadores querem fazer mais estudos para ver como diferentes tipos de música podem afetar a atenção. Essa descoberta pode ser uma nova forma de ajudar crianças com dificuldades de concentração, além dos tratamentos tradicionais.
Pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Neurotecnologia Responsável (INCT NeuroTec-R) descobriram que a música instrumental pode melhorar o desempenho em tarefas de atenção em crianças com e sem transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). O estudo foi realizado no Centro de Tecnologia em Medicina Molecular da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
O TDAH afeta entre 5% a 8% das crianças e até 2,5% dos adultos globalmente. Caracterizado por dificuldades de atenção, hiperatividade e impulsividade, o transtorno impacta a vida escolar e social. A pesquisa envolveu setenta e seis meninos de dez a doze anos, sendo trinta e quatro diagnosticados com TDAH e quarenta e dois sem. Os participantes foram submetidos ao Attention Network Test (ANT) em duas condições: com e sem música de fundo.
Os resultados mostraram que as crianças cometeram menos erros ao realizar tarefas ouvindo música instrumental. Embora o tempo de reação não tenha mudado significativamente, a música parece criar um ambiente mais propício para o foco. A pesquisa sugere que a música pode estar relacionada à motivação e ao estado de alerta dos jovens.
Os pesquisadores planejam novos estudos para explorar como diferentes gêneros musicais podem influenciar a atenção. A inclusão de música instrumental durante tarefas pode ser uma estratégia eficaz para ajudar crianças com dificuldades de concentração. A pesquisa destaca a importância de estratégias complementares ao tratamento farmacológico do TDAH, visando melhorar a qualidade de vida dos afetados.
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