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Cresce o uso de drogas em práticas sexuais entre homens e os riscos à saúde aumentam

A prática do chemsex cresce em gravidade, com aumento de atendimentos por psicose e overdose, revelando a urgência de suporte adequado.

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O uso problemático de chemsex aumentou em 2024, com 340 novos atendimentos em um centro de saúde em Barcelona. Essa prática, que envolve o uso de drogas para prolongar a atividade sexual, traz riscos altos de infecções sexualmente transmissíveis e problemas de saúde mental, especialmente entre homens que fazem sexo com homens. Profissionais de saúde estão preocupados com o agravamento das consequências, como psicose e overdose. Mais da metade dos novos atendimentos envolve usuários que já injetaram drogas, o que pode causar complicações sérias. A falta de infraestrutura de saúde para lidar com o chemsex é uma preocupação crescente, e não há dados claros sobre mortes relacionadas a essa prática. Especialistas afirmam que o chemsex pode ser uma forma de socialização, mas também é um escape para problemas emocionais, como baixa autoestima e solidão. A estigmatização da comunidade LGBTQ+ dificulta a busca por ajuda, pois muitos serviços de saúde pública não são acolhedores. Organizações não governamentais tentam ajudar, mas enfrentam dificuldades devido à alta demanda e há uma lista de espera significativa para programas de acolhimento. A situação pede uma abordagem mais integrada e sensível às necessidades da comunidade.

O uso problemático de chemsex aumentou em 2024, com 340 novos atendimentos em um centro de saúde em Barcelona. Essa prática, que envolve o uso de drogas para prolongar a atividade sexual, está associada a riscos elevados de infecções sexualmente transmissíveis e problemas de saúde mental, especialmente entre homens que fazem sexo com homens.

Profissionais de saúde alertam para o agravamento das consequências, como psicose e overdose. O psicólogo Toni Gata, do BCN Checkpoint, observa que a situação atual é muito mais grave do que em anos anteriores. “Mais da metade dos novos atendimentos envolve usuários que já injetaram drogas, o que traz complicações sérias”, afirma.

A falta de infraestrutura de saúde adequada para lidar com o chemsex é uma preocupação crescente. Jorge García, da unidade de infecções sexualmente transmissíveis do Drassanes-Vall d’Hebron, destaca que não há dados precisos sobre mortes relacionadas ao chemsex, mas os problemas de saúde mental e as overdoses são alarmantes. “Estamos vendo um aumento em casos de transtornos psicóticos e delirium”, acrescenta.

Causas e Consequências

Os especialistas apontam que o chemsex pode ser uma forma de socialização, mas também serve como um escape para problemas emocionais, como baixa autoestima e solidão. O uso de substâncias como metanfetamina e GHB está associado a um ciclo de dependência que afeta a saúde mental e as relações interpessoais.

A falta de apoio psicológico e a estigmatização enfrentada pela comunidade LGBTQ+ dificultam a busca por ajuda. “Os serviços de saúde pública muitas vezes não são acolhedores e isso impede que as pessoas busquem tratamento”, afirma Ovi Leonarte, ativista da Aliança pela Liberdade e Ética Psicoativa.

Necessidade de Ação

A resposta das instituições de saúde tem sido insuficiente. Organizações não governamentais tentam preencher as lacunas, mas enfrentam dificuldades devido à alta demanda. Luis Villegas, diretor da ONG Stop, relata que há uma lista de espera significativa para programas de acolhimento. “A única forma de agir é através da cooperação entre os setores”, conclui.

A situação exige uma abordagem mais integrada e sensível às necessidades da comunidade. Especialistas defendem que o foco deve ser na pessoa e em seu contexto, não apenas nas substâncias utilizadas.

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