A Federação Internacional de Diabetes (IDF) anunciou que agora reconhece o diabetes tipo 5, antes chamado de diabetes relacionado à desnutrição. Essa condição afeta principalmente jovens em países em desenvolvimento. Meredith Hawkins, do Instituto Global de Diabetes, destacou que essa forma de diabetes foi pouco diagnosticada no passado e que o reconhecimento é um passo importante para aumentar a conscientização sobre o problema. A professora Bianca Pititto, da Unifesp, explicou que as causas do diabetes tipo 5 ainda não são totalmente claras, mas a desnutrição na infância pode afetar a produção de insulina. Estudos mostram que a desnutrição durante a gestação pode aumentar o risco de diabetes na vida adulta. Embora o diabetes tipo 2 seja mais comum em países em desenvolvimento, a IDF estima que entre 20 e 25 milhões de pessoas tenham diabetes tipo 5, principalmente na Ásia e na África. Hawkins também mencionou que muitos jovens diagnosticados com essa condição não sobrevivem mais de um ano após o diagnóstico. O diabetes tipo 5 foi descrito há setenta anos, mas sua classificação foi retirada pela OMS em 1999. Um estudo recente mostrou que essa forma de diabetes é diferente dos tipos 1 e 2, com problemas na secreção de insulina. Em janeiro de 2023, Hawkins e pesquisadores da Índia se reuniram e conseguiram o reconhecimento unânime do diabetes tipo 5, o que pode ajudar no combate a essa doença negligenciada.
A Federação Internacional de Diabetes (IDF) anunciou, em oito de abril, o reconhecimento do diabetes tipo 5, anteriormente denominado diabetes relacionado à desnutrição. Essa condição afeta principalmente adolescentes e jovens adultos em países de baixa e média renda.
Meredith Hawkins, diretora fundadora do Instituto Global de Diabetes do Albert Einstein College of Medicine, afirmou que essa forma de diabetes foi historicamente subdiagnosticada. “O reconhecimento pela IDF é um passo importante para aumentar a conscientização sobre um problema de saúde devastador”, destacou.
A professora Bianca Pititto, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), explicou que as causas do diabetes tipo 5 ainda não são totalmente compreendidas. Evidências sugerem que a desnutrição proteico-calórica na infância pode afetar a formação de células pancreáticas, responsáveis pela produção de insulina.
Estudos indicam que a desnutrição durante a gestação aumenta o risco de diabetes na vida adulta. Embora o diabetes tipo 2 seja o mais comum em países em desenvolvimento, a IDF estima que o diabetes tipo 5 afete entre 20 e 25 milhões de pessoas globalmente, com maior incidência na Ásia e na África.
Hawkins ressaltou que muitos jovens diagnosticados com diabetes relacionado à desnutrição não sobrevivem mais de um ano após o diagnóstico. O diabetes tipo 5 foi descrito pela primeira vez há setenta anos, mas sua classificação foi retirada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1999 devido à falta de evidências.
Um estudo recente, publicado em 2022, revelou que essa forma de diabetes é fundamentalmente diferente dos tipos 1 e 2, com um defeito na secreção de insulina. Em janeiro de 2023, Hawkins e pesquisadores da Índia organizaram uma reunião internacional que resultou na aprovação unânime do reconhecimento do diabetes tipo 5. “Esse reconhecimento formal pode trazer avanços no combate a uma doença há muito negligenciada”, concluiu Hawkins.
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