O Brasil é um grande produtor de alimentos, mas ainda há pessoas sem acesso a comida, especialmente em lugares como Betânia do Piauí, que tem um baixo Índice de Desenvolvimento Humano. Um projeto de uma ONG local, que começou a plantar hortaliças orgânicas, ajudou 45 famílias a melhorarem sua alimentação e renda. Esse projeto, chamado Quintais Produtivos, utiliza técnicas que economizam água e não usam agrotóxicos. Antes, muitas famílias na região dependiam de alimentos ultraprocessados, o que traz riscos à saúde. A agricultura familiar é importante para garantir uma alimentação saudável e diversificada, já que é responsável por uma grande parte da produção de hortaliças no Brasil. A ONG também ajuda a levar os produtos dos agricultores para uma feira na cidade, aumentando suas vendas. Além disso, políticas públicas como a merenda escolar e o Programa de Aquisição de Alimentos ajudam a conectar pequenos agricultores com o governo, mas esses programas enfrentam desafios financeiros. A escassez de água é um problema sério na região, e a ONG tem trabalhado em soluções para isso, como a construção de cisternas e sistemas de irrigação.
O município de Betânia do Piauí, considerado um deserto alimentar, tem enfrentado a insegurança alimentar, mesmo sendo parte de um país que é um dos maiores produtores de alimentos do mundo. Um projeto de plantio de hortaliças orgânicas, iniciado pela ONG Instituto Novo Sertão, trouxe melhorias significativas para a alimentação e a renda de quarenta e cinco famílias da região.
A iniciativa, que começou em 2019, utiliza técnicas de cultivo que demandam pouco uso de água e não empregam agrotóxicos. Essas práticas têm sido fundamentais para enfrentar as condições adversas do semiárido, onde a escassez de água é um desafio constante. O projeto, denominado Quintais Produtivos, tem possibilitado que os agricultores locais cultivem hortaliças em seus quintais, promovendo a diversidade alimentar e gerando renda.
Em Betânia, a situação da alimentação era crítica. Em 2010, o município registrou um dos piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do Piauí. A população, em sua maioria, tinha acesso limitado a alimentos saudáveis, dependendo de produtos ultraprocessados. A ONG tem coletado os produtos das casas dos agricultores para levá-los à feira local, chamada Quitanda dos Quintais, que fatura entre R$ 4 mil e R$ 5 mil por mês.
O projeto também se beneficia de políticas públicas, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que conecta pequenos agricultores a canais de venda. Embora o PAA tenha sofrido cortes orçamentários nos últimos anos, o governo federal planeja aumentar o número de agricultores beneficiados de oitenta e cinco mil em 2025 para noventa e cinco mil em 2027.
A agricultura familiar, responsável por sessenta e dois por cento da produção de hortaliças no Brasil, é vista como uma solução viável para a insegurança alimentar. O incentivo a esse modelo agrícola pode garantir uma alimentação mais nutritiva e acessível à população, especialmente em áreas vulneráveis como Betânia.
Entre na conversa da comunidade