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Mudanças climáticas elevam níveis de arsênio no arroz e preocupam especialistas

Estudo revela que mudanças climáticas podem elevar arsênio no arroz, aumentando riscos de câncer e outras doenças em milhões de pessoas.

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O arroz é um alimento essencial para muitas pessoas no mundo, mas estudos recentes mostram que as mudanças climáticas podem aumentar a quantidade de arsênio presente nele. O arsênio é uma substância tóxica que pode se acumular no solo onde o arroz é cultivado. Embora no Brasil os níveis de arsênio no arroz estejam dentro dos limites seguros, o aumento de dióxido de carbono e temperaturas pode elevar esses níveis, especialmente na China, onde se estima que isso possa causar milhões de casos de câncer. Pesquisadores descobriram que, em condições de clima mais quente e com mais CO₂, o arsênio no arroz aumenta. Eles alertam que isso pode afetar a saúde de muitas pessoas que dependem do arroz como alimento básico. Além disso, o arsênio pode causar vários problemas de saúde, incluindo câncer e doenças cardíacas. Para lidar com isso, é importante encontrar maneiras de reduzir o arsênio no arroz e monitorar sua presença nos alimentos.

O arroz, alimento básico para mais da metade da população mundial, pode ter seus níveis de arsênio aumentados devido às mudanças climáticas. Estudos recentes indicam que o aumento das emissões de carbono e das temperaturas pode elevar a concentração dessa substância nociva nos grãos, especialmente na China.

Pesquisadores cultivaram 28 variedades de arroz em quatro locais na China durante dez anos. Os resultados mostraram que os níveis de arsênio aumentavam com o crescimento do dióxido de carbono (CO₂) e das temperaturas. A estimativa é que isso possa resultar em aproximadamente 19,3 milhões de casos de câncer adicionais na China.

O arsênio inorgânico é conhecido por ser cancerígeno e pode causar problemas de saúde, como doenças cardiovasculares e diabetes. O professor Lewis Ziska, da Universidade de Columbia, destaca que as mudanças climáticas estão resultando em quantidades maiores de arsênio. O cenário mais pessimista prevê um aumento de até 2ºC nas temperaturas e 200 partes por milhão de CO₂ até 2050.

Impactos Globais

Embora o estudo tenha sido realizado na China, os pesquisadores alertam que os efeitos podem ser sentidos em outras regiões, como Europa e Estados Unidos, onde o arsênio também é comum no arroz. O professor Andrew Meharg, da Queen’s University Belfast, considera a pesquisa uma das mais abrangentes sobre o tema.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelece limites de arsênio em 0,20 mg/kg para arroz branco e 0,35 mg/kg para arroz integral. O professor Bruno Lemos Batista, da Universidade Federal do ABC, afirma que os níveis encontrados no país estão dentro das recomendações, mas ressalta que mesmo pequenas quantidades de arsênio podem ser prejudiciais à saúde.

Medidas e Alternativas

Pesquisadores buscam formas de reduzir os níveis de arsênio no arroz. Métodos de cozimento, como pré-cozinhar o arroz em água fervente, podem ajudar a extrair parte do arsênio. Além disso, técnicas de manejo da água nos arrozais podem ser exploradas para minimizar a contaminação.

A situação exige atenção, pois o arroz é essencial para a alimentação de bilhões de pessoas. A regulamentação e o monitoramento da exposição ao arsênio nos alimentos são fundamentais para proteger a saúde pública.

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