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Excesso de tela pode isolar jovens, mas uso moderado traz benefícios na recuperação

O uso excessivo de telas é associado à solidão e ansiedade entre jovens, mas pode haver benefícios em contextos específicos, como na recuperação de crianças.

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Nos últimos anos, especialistas têm alertado sobre os problemas do uso excessivo de telas, especialmente entre os jovens, ligando isso ao aumento da solidão e da ansiedade. Um relatório de 2023 do Cirurgião Geral dos EUA, Vivek Murthy, aponta as redes sociais como uma das principais causas da solidão entre os jovens. Ele menciona que a tecnologia pode diminuir a qualidade das interações e afetar a autoestima. Por outro lado, a jornalista Amanda Hess, em seu livro sobre tecnologia e parentalidade, compartilha que o uso da TV ajudou na recuperação de seu filho após uma cirurgia difícil. Inicialmente, ela se preocupou se isso era saudável, mas um psicólogo a tranquilizou, dizendo que um pouco mais de tempo de tela durante a recuperação era aceitável. Hess também menciona que, às vezes, permite que seu filho assista TV enquanto faz tarefas domésticas. Embora o uso excessivo de telas possa ser prejudicial, nem todo consumo de mídia é ruim. Conteúdos mais longos podem ajudar na reflexão e no pensamento profundo, ao contrário do que acontece com as redes sociais, que muitas vezes provocam reações superficiais.

Nos últimos anos, especialistas têm alertado sobre os efeitos negativos do tempo excessivo de tela, especialmente entre os jovens. O relatório de 2023 do Cirurgião Geral dos Estados Unidos, Vivek Murthy, aponta as redes sociais como um dos principais fatores que contribuem para a solidão entre essa faixa etária. Murthy destaca que a tecnologia pode substituir o engajamento pessoal, monopolizar a atenção e até mesmo reduzir a autoestima.

Jonathan Haidt, psicólogo social da Universidade de Nova York, também enfatiza que a tecnologia pode reprogramar o cérebro dos jovens, levando a problemas como ansiedade e depressão. Apesar das preocupações, existem formas de utilizar as telas de maneira benéfica. A jornalista Amanda Hess, em seu livro “Second Life: Having a Child in the Digital Age”, compartilha experiências positivas com o uso da televisão durante a recuperação de seu filho após uma cirurgia complexa.

Hess relata que, inicialmente, tinha dúvidas sobre permitir que seu filho assistisse mais TV do que o habitual. Contudo, um psicólogo a tranquilizou, afirmando que esse tempo extra de tela era aceitável durante a recuperação. “Isso foi realmente útil para nós”, disse Hess, que frequentemente permite que seu filho assista TV enquanto realiza tarefas domésticas ou participa de chamadas de trabalho.

Embora o tempo excessivo de tela possa encurtar a atenção e provocar solidão, nem todo consumo de mídia é prejudicial. A psicóloga Gloria Mark sugere que conteúdos mais longos e envolventes podem estimular um pensamento mais profundo. Ela observa que muitos conteúdos de redes sociais são projetados para provocar reações superficiais, enquanto livros e artigos longos permitem uma reflexão mais significativa.

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