A poluição sonora é um problema sério nas grandes cidades, afetando a saúde das pessoas. Em São Paulo, em 2024, foram registradas 43.272 reclamações sobre barulho, mas apenas 1.200 resultaram em punições. A falta de fiscalização e a burocracia dificultam que as pessoas façam denúncias. Marina, uma estudante que mora perto de uma escola, enfrenta barulhos altos durante o dia, mesmo tentando reclamar com a escola e a prefeitura. Carla, uma empresária em Salvador, desistiu de reclamar sobre o barulho dos bares perto de sua casa, pois a burocracia é muito complicada. Muitas pessoas se sentem abandonadas pelas autoridades e acreditam que não há empatia entre os vizinhos.
A poluição sonora em São Paulo se tornou um problema alarmante, com 43.272 reclamações registradas em 2024. Apesar do alto número de queixas, apenas 1,2 mil resultaram em punições, evidenciando a falta de fiscalização e a burocracia que desmotivam os cidadãos a denunciarem.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera níveis acima de 65 decibéis (dB) como poluição sonora, que pode afetar a saúde física e mental. As principais fontes de ruído nas cidades brasileiras incluem o trânsito, indústrias e eventos. Em São Paulo, a fiscalização é realizada pelo Programa Silêncio Urbano (Psiu), onde denúncias podem ser feitas pelo telefone 156.
Moradores enfrentam dificuldades para registrar queixas. A estudante Marina Sant´Ana, do Itaim Bibi, relata que o barulho de uma escola infantil vizinha a impede de realizar atividades em casa. Apesar de tentativas de contato com a escola e a prefeitura, não obteve resultados. A falta de perícia em momentos de maior ruído agrava a situação.
Burocracia e Desmotivação
A empresária Carla Silva, de Salvador, também desistiu de reclamar sobre o barulho de bares em sua rua. Ela menciona que o processo de registro de reclamações é complicado e ineficaz, levando à frustração dos moradores. A burocracia e a falta de retorno das autoridades têm deixado os cidadãos sem apoio.
Em 2016, São Paulo sancionou a Lei nº 16.499 para criar um mapa de ruído, mas o prazo para sua elaboração foi prorrogado até 2030. Enquanto isso, a convivência com a poluição sonora continua a ser um desafio para muitos, que se sentem desamparados em suas queixas.
Entre na conversa da comunidade