Historicamente, o sofrimento emocional era visto como uma falha moral ou um problema físico, especialmente nas mulheres. Com o avanço da medicina, a psiquiatria moderna passou a focar no cérebro e nos desequilíbrios químicos como causas dos transtornos mentais. No entanto, a psiquiatra Juliana Belo Diniz critica essa visão, defendendo que é preciso considerar também fatores sociais e culturais. Em seu livro, ela argumenta que o sofrimento humano não pode ser explicado apenas pelo funcionamento do cérebro e que a dependência excessiva de medicamentos pode simplificar a experiência emocional. Diniz propõe a “pessoalização” da psiquiatria, onde o tratamento deve ser adaptado a cada paciente, valorizando a escuta e o vínculo terapêutico. Ela destaca que muitos medicamentos usados para tratar depressão e ansiedade não têm um entendimento claro de como funcionam e que o aumento dos diagnósticos de transtornos mentais pode estar mais relacionado a condições sociais do que a problemas cerebrais. Além disso, ela alerta para o risco de patologizar experiências comuns e defende que a saúde mental deve ser tratada de forma mais ampla, sem reduzir a complexidade do ser humano a diagnósticos simples.
A psiquiatra Juliana Belo Diniz critica a visão reducionista que associa transtornos mentais apenas ao cérebro. Em seu livro, *O que os psiquiatras não te contam*, lançado em março, ela defende uma abordagem que considere fatores sociais e culturais. Diniz argumenta que o sofrimento emocional não pode ser compreendido apenas por desequilíbrios químicos.
Historicamente, o sofrimento emocional era visto como uma falha moral ou um problema físico. Com os avanços da medicina, a psiquiatria moderna passou a focar no cérebro. Em 2024, mais de 470 mil brasileiros se afastaram do trabalho devido a ansiedade e depressão, segundo o Ministério da Previdência Social. Para Diniz, essa perspectiva simplifica a experiência emocional e prioriza a prescrição de medicamentos.
Ela destaca que muitos medicamentos atuam na serotonina, mas o papel desse neurotransmissor nas doenças ainda é incerto. Diniz propõe a “pessoalização” da psiquiatria, enfatizando a importância da escuta e do vínculo terapêutico. A psiquiatra critica o uso excessivo de diagnósticos, que podem levar à patologização de experiências comuns.
O aumento de diagnósticos de depressão e ansiedade é mais bem explicado por condições sociais do que por questões cerebrais. Diniz observa que a sociedade competitiva e a perda de laços sociais contribuem para o sofrimento emocional. Ela alerta que a popularização de diagnósticos como TDAH pode patologizar a vida cotidiana.
Diniz também questiona a ideia de que a depressão é um problema químico que pode ser resolvido com remédios. Embora os medicamentos possam aliviar sintomas, não corrigem a causa do sofrimento. Ela ressalta que o entendimento sobre o funcionamento do cérebro ainda é limitado e que a busca por soluções simples é enganosa.
A psiquiatra defende um modelo de atendimento que priorize a personalização e o vínculo entre profissionais e pacientes. A tecnologia pode facilitar encontros, mas não deve substituir a interação humana. Diniz conclui que a psiquiatria deve se afastar do discurso simplista e reconhecer a complexidade do sofrimento emocional.
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