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Estudo revela que desastres ambientais recorrentes afetam a saúde mental da população

Estudo da Universidade de Melbourne revela que desastres ambientais repetidos afetam gravemente a saúde mental, especialmente de mulheres e jovens.

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Um estudo da Universidade de Melbourne revelou que a repetida exposição a desastres ambientais, como enchentes e incêndios, pode piorar a saúde mental das pessoas, especialmente entre mulheres, jovens e grupos vulneráveis. A pesquisa analisou mais de 1.500 australianos que passaram por desastres entre 2009 e 2019 e comparou sua saúde mental com a de outras 3.880 pessoas que não vivenciaram esses eventos. Os resultados mostraram que aqueles que enfrentaram múltiplos desastres em um curto período, como um ou dois anos, tiveram um impacto maior na saúde mental. Além disso, pessoas com condições de saúde pré-existentes, deficiência, pouco apoio social e que eram proprietárias de imóveis ou locatárias também apresentaram maiores quedas na saúde mental. Os pesquisadores pedem mudanças no apoio às comunidades após desastres, sugerindo um novo processo para ajudar na recuperação. Eles alertam que as futuras gerações enfrentarão ainda mais desastres ao longo da vida.

Desastres ambientais, como enchentes e incêndios, têm impactado a saúde mental das populações afetadas. Um estudo da Universidade de Melbourne, publicado na revista The Lancet Public Health, revela que a exposição repetida a esses eventos agrava problemas psicológicos, especialmente em mulheres, jovens e grupos vulneráveis.

Os pesquisadores analisaram dados de mais de 1.500 australianos que vivenciaram desastres como enchentes e incêndios entre 2009 e 2019. A pesquisa comparou a saúde mental desses indivíduos com a de 3.880 pessoas que não passaram por desastres no mesmo período. Os resultados mostraram que a saúde mental piora significativamente após múltiplos desastres em um curto espaço de tempo.

Mulheres, jovens, populações indígenas e residentes de áreas rurais apresentaram maior vulnerabilidade a problemas de saúde mental. Além disso, indivíduos com condições de saúde preexistentes, deficiência e aqueles com pouco apoio social relataram declínios mais acentuados. Proprietários de imóveis com hipotecas e locatários também foram identificados como grupos em risco.

Claire Leppold, pesquisadora em Resiliência Comunitária da Universidade de Melbourne, destacou que as futuras gerações enfrentarão mais desastres. Estima-se que crianças nascidas hoje vivenciarão até sete vezes mais desastres ao longo da vida em comparação com gerações anteriores. Diante dos achados, os autores do estudo pedem mudanças nas estratégias de apoio às comunidades após desastres, incluindo um novo processo de triagem e planejamento para a recuperação.

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