Álvaro Pinteño, que também enfrentou dor crônica, escreveu o livro “¡J*der, cómo duele!” para ajudar as pessoas a entenderem melhor esse problema que afeta cerca de 20% da população. Ele destaca que a dor crônica é complexa e envolve fatores sociais e psicológicos, além das causas físicas. Pinteño critica a ideia de que sempre deve haver uma causa orgânica para a dor, especialmente quando ela se torna crônica. Muitas vezes, os exames não mostram nada e os pacientes acabam passando por tratamentos desnecessários. Ele acredita que o papel do fisioterapeuta é ajudar os pacientes a lidarem ativamente com a dor, oferecendo ferramentas para que saibam como agir quando sentirem dor. Pinteño também menciona que a medicalização excessiva não resolveu o problema da dor e que é importante entender os fatores que influenciam a dor, como crenças e emoções. Ele ressalta que a dor pode ser uma resposta a situações da vida e que é preciso ter cuidado com intervenções médicas que podem causar mais danos. Além disso, ele aponta que o acesso a tratamentos de fisioterapia e psicologia é difícil, especialmente para quem mais precisa.
Álvaro Pinteño, autor do livro ¡J*der, cómo duele!, apresenta uma nova abordagem sobre o tratamento da dor crônica, que afeta cerca de 20% da população. Em sua obra, ele destaca a importância de considerar fatores sociais e psicológicos, além das causas físicas, para entender melhor esse fenômeno.
Pinteño, que também enfrentou a dor crônica, critica a tendência de buscar explicações simplistas. Ele afirma que muitos pacientes acreditam que a dor deve ter uma causa orgânica, mas, em casos crônicos, isso nem sempre é verdade. “O diagnóstico muitas vezes se torna uma etiqueta que limita a identidade do paciente”, explica. Ele sugere que a solução pode estar em evitar intervenções desnecessárias e focar em como o paciente pode lidar com a dor.
Abordagem da Fisioterapia
O fisioterapeuta ressalta que o papel do profissional vai além de aplicar massagens. “Ajudamos os pacientes a enfrentar ativamente o problema que causa dor”, afirma. Ele enfatiza a importância de ensinar estratégias para lidar com a dor e a necessidade de uma avaliação cuidadosa que considere fatores psicosociais.
Pinteño também critica a medicalização excessiva e o sobrediagnóstico, que podem levar a tratamentos inadequados e até dependência de medicamentos. “A iatrogenia é um problema crescente, e muitas vezes as intervenções não são necessárias”, alerta.
Necessidade de Mudanças
O autor defende que a fisioterapia deve priorizar a não intervenção, evitando danos. Ele menciona a Unidade de Afrontamento Ativo do Dolor de Valladolid como um exemplo positivo de tratamento público. “Precisamos de uma abordagem mais cuidadosa e menos invasiva”, conclui.
Pinteño acredita que a sociedade deve repensar sua relação com a dor, reconhecendo que, em muitos casos, ela pode ser uma resposta adaptativa a fatores externos. A mudança de mentalidade é essencial para melhorar a qualidade de vida dos pacientes com dor crônica.
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