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Ajolotes são reintroduzidos em habitat natural após estudo sobre sobrevivência e movimento

Estudo revela que ajolotes reintroduzidos em Xochimilco se movem mais que em cativeiro, destacando a urgência na proteção de seu habitat.

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Pesquisadores da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) estudaram ajolotes, uma espécie ameaçada, para entender seu comportamento em ambientes naturais. Eles liberaram 18 ajolotes, criados em cativeiro, em dois locais: um lago artificial e a área de Xochimilco, onde os ajolotes são nativos. Os resultados mostraram que os ajolotes se movem mais em ambientes silvestres do que em cativeiro, com uma média de 86 metros por dia no lago artificial e 52 metros em Xochimilco. Os pesquisadores notaram que os ajolotes mais jovens se moviam mais que os mais velhos. Após a reintrodução, os ajolotes ganharam peso, indicando que se adaptaram bem ao ambiente natural. Os cientistas ressaltam que é essencial proteger o habitat dos ajolotes para garantir sua sobrevivência e que mantê-los em aquários não é suficiente.

Pesquisadores da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) realizaram um estudo sobre a sobrevivência e o comportamento de ajolotes reintroduzidos em seu habitat natural. O ajolote, uma espécie em perigo de extinção, é conhecido por sua capacidade de regeneração e por sua importância cultural no México. A pesquisa revelou que esses animais se movem mais em ambientes silvestres do que em cativeiro, destacando a necessidade de proteger seu habitat.

O professor Luis Zambrano, do Departamento de Zoologia da UNAM, enfatiza que “se queremos resgatar o ajolote, não pode ser em aquários.” O estudo foi motivado pela drástica queda na população de ajolotes, que passou de seis mil indivíduos por quilômetro quadrado em 1998 para apenas 36 em 2014. Para entender melhor o comportamento dos ajolotes, a equipe liberou dezoito indivíduos, sendo nove machos e nove fêmeas, em dois locais distintos: um lago semiartificial e um setor de Xochimilco, onde a espécie é nativa.

Os resultados mostraram que os ajolotes se moveram em uma área de 2.747 metros quadrados na Cantera Oriente, enquanto em Xochimilco, a área foi de apenas 382 metros quadrados. A média de deslocamento diário foi de 86 metros na Cantera e 52 metros em Xochimilco. A ecóloga Alejandra Ramos observou que os ajolotes mais jovens se moviam mais do que os mais velhos, indicando diferentes comportamentos entre as idades.

Importância da Pesquisa

Os pesquisadores utilizaram transmissores para monitorar os ajolotes, permitindo que a equipe registrasse sua localização. “Os ajolotes engordaram após a reintrodução, indicando que a vida silvestre os beneficiou,” afirmou Zambrano. A pesquisa, embora inicial, é um passo importante para a conservação da espécie. O professor ressalta que “devemos proteger seu habitat natural” para garantir a sobrevivência do ajolote, que, apesar de sua aparência amigável, necessita de espaço para prosperar em seu ambiente natural.

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