Mustafa Gerima, um ambientalista em Uganda, está lutando para proteger as árvores de shea, que são importantes para a produção de manteiga de shea. Ele percebeu que muitas dessas árvores estavam sendo cortadas para fazer carvão, que é mais lucrativo para as comunidades locais do que o óleo extraído das frutas das árvores. Gerima, que era professor de biologia, decidiu se dedicar a essa causa após ver a degradação das florestas em sua região. Ele está mobilizando as comunidades para parar o corte das árvores e promovendo o replantio. O governo de Uganda também proibiu o corte das árvores de shea, mas a aplicação dessa lei tem sido difícil. A degradação das florestas é acelerada por mudanças climáticas e pela demanda crescente por carvão. Especialistas afirmam que a produção de nozes de shea tem diminuído devido a secas prolongadas. Além disso, a urbanização e a insegurança no passado também contribuíram para a perda das árvores. Apesar dos desafios, iniciativas de replantio e o uso de tecnologia, como inteligência artificial, estão sendo implementadas para ajudar na recuperação das árvores. Gerima continua seu trabalho, organizando campanhas de conscientização e plantio, acreditando que é essencial preservar essas árvores para as futuras gerações.
Mustafa Gerima, um ambientalista em Uganda, está mobilizando comunidades para proteger as árvores de shea, conhecidas como “ouro das mulheres”. O governo local proibiu o corte dessas árvores, que estão ameaçadas pela degradação ambiental e pela produção de carvão. Gerima, que abandonou sua carreira como professor, ficou alarmado ao ver a devastação da Reserva Florestal Central de Mount Kei, onde antes havia uma abundância de árvores de shea.
A perda de árvores de shea é alarmante, com Uganda perdendo cerca de 100 mil hectares de cobertura florestal anualmente. As comunidades locais, afetadas pela pobreza e pela mudança climática, têm cortado as árvores para produzir carvão, que é mais lucrativo do que o óleo extraído de seus frutos. Gerima observa que a produção de nozes de shea tem diminuído devido a secas prolongadas, afetando diretamente a renda de produtores locais como Mariam Chandiru, que viu sua produção cair de cinco para apenas dois galões de óleo por semana.
Iniciativas de Proteção
Para reverter essa situação, iniciativas de replantio e uso de tecnologia estão sendo implementadas. Gerima realiza caminhadas e palestras para conscientizar a população sobre a importância das árvores de shea. Ele planeja lançar um projeto de monitoramento de árvores e integrar a conservação ao currículo escolar. Além disso, especialistas como o professor John Bosco Okullo, da Universidade Makerere, estão utilizando inteligência artificial para mapear árvores maduras e prever a produção.
O governo de Uganda reconheceu a vulnerabilidade das árvores de shea e, em 2023, tornou ilegal o corte para carvão. No entanto, a aplicação dessa lei tem sido inconsistente, especialmente em áreas urbanas onde a demanda por carvão é alta. Okullo destaca que, sem alternativas de energia, a pressão sobre as árvores de shea continuará.
Gerima enfatiza que a preservação das árvores de shea é crucial para o futuro das comunidades locais. Ele acredita que a proteção dessas árvores deve ser uma responsabilidade coletiva, visando garantir um legado sustentável para as próximas gerações.
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