Os elefantes de Borneo, a menor subespécie de elefantes asiáticos, estão em perigo de extinção, com menos de 1.000 indivíduos restantes na natureza. A perda de habitat, causada pelo desmatamento e plantações de óleo de palma, reduziu em 60% a área florestal que eles precisam para viver. A ecologista Dr. Farina Othman, que fundou a organização de conservação Seratu Aatai, recebeu o Prêmio Whitley 2025 para ajudar a criar corredores de árvores selvagens entre as plantações, permitindo que os elefantes se movam com mais segurança. Ela trabalha para reduzir os conflitos entre humanos e elefantes, que aumentaram à medida que os animais se aproximam das plantações. Othman está colaborando com agricultores para que plantem árvores nativas e ofereçam alimentos que atraem os elefantes para os corredores. Ela também treina os trabalhadores das plantações para entender melhor o comportamento dos elefantes e evitar envenenamentos acidentais. O objetivo é promover a convivência pacífica entre os elefantes e as comunidades locais, garantindo que os elefantes não se tornem mais agressivos devido ao contato humano.
Os elefantes de Borneo, a menor subespécie de elefantes asiáticos, estão ameaçados de extinção. Com menos de mil indivíduos restantes, eles enfrentam a perda de habitat devido ao desmatamento e à expansão de plantações de óleo de palma. A situação é crítica, pois sessenta por cento do habitat natural dos elefantes foi perdido nos últimos quarenta anos.
Recentemente, a ecologista de elefantes da Malásia, Farina Othman, recebeu o Prêmio Whitley 2025 por seu trabalho em expandir corredores de elefantes em Sabah. O prêmio, que inclui £ 50 mil (aproximadamente R$ 330 mil), visa apoiar iniciativas de conservação em países em desenvolvimento. Othman fundou a organização de conservação Seratu Aatai em 2018, com o objetivo de promover a coexistência entre elefantes e plantações.
A ecologista destacou que, entre 2010 e 2020, cento e trinta e um elefantes de Borneo foram mortos devido a conflitos com humanos, principalmente por envenenamento acidental ou retaliações. Othman busca mudar a mentalidade de resistência à presença dos elefantes, enfatizando sua importância ecológica. “É hora de educar e conscientizar”, afirmou.
Corredores de Coexistência
O projeto de Othman visa conectar áreas de floresta preservada através de corredores de árvores nativas em plantações de óleo de palma. Para isso, é essencial a colaboração dos agricultores. Inicialmente, Othman enfrentou dificuldades para reunir os plantadores, mas agora muitos reconhecem a importância da biodiversidade e concordaram em plantar árvores nativas ao lado das palmeiras.
Além disso, Othman e sua equipe estão monitorando o comportamento dos elefantes e treinando os agricultores para entender a dinâmica dos rebanhos. A iniciativa inclui sessões sobre práticas agrícolas sustentáveis, visando reduzir envenenamentos acidentais. A criação de uma equipe de rangers de elefantes, composta por membros da comunidade local, também faz parte do plano.
Edward Whitley, fundador do Whitley Fund for Nature, elogiou Othman por seu projeto inovador, que reconhece o papel das empresas de óleo de palma na conservação dos elefantes. Othman expressou preocupação com a possibilidade de os elefantes se tornarem mais agressivos devido ao aumento das interações humanas, mas acredita que a educação e os corredores florestais podem ajudar a evitar essa mudança de comportamento.
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