Nos últimos anos, muitos adolescentes têm buscado procedimentos estéticos, influenciados por padrões de beleza nas redes sociais, especialmente por influenciadores. Recentemente, várias influenciadoras brasileiras, como Liz Macedo e Duda Guerra, compartilharam suas experiências com cirurgias, levando a um aumento na procura por esses procedimentos entre jovens. Isso gerou preocupações sobre saúde mental e pressão social. Médicos e psicólogos alertam que as redes sociais reforçam padrões de beleza inatingíveis, fazendo com que adolescentes vejam cirurgias como soluções rápidas para problemas de autoestima. Muitos jovens chegam aos consultórios com referências visuais das redes sociais, e é importante avaliar se o desejo de mudar é real ou apenas uma influência passageira. Embora alguns procedimentos possam ser benéficos, é essencial que os adolescentes tenham maturidade emocional e que os pais e profissionais de saúde considerem o contexto emocional antes de qualquer intervenção.
A popularidade de procedimentos estéticos entre adolescentes brasileiros tem crescido, impulsionada por influenciadoras nas redes sociais. Recentemente, jovens como Liz Macedo, Soso Careca e Duda Guerra compartilharam suas experiências com cirurgias, aumentando a procura por esses serviços.
A dermatologista Leilane Catricala observa que as redes sociais reforçam padrões de beleza, levando adolescentes a buscarem intervenções estéticas. Vídeos no TikTok, como o de uma usuária de treze anos que lista procedimentos desejados, refletem essa tendência. Catricala destaca que a pressão social e a idealização de imagens podem impactar a autoestima dos jovens.
O psicólogo Luan Feijó alerta que a busca por mudanças estéticas pode ser uma solução rápida para problemas de aceitação social. Ele enfatiza que é crucial entender a motivação por trás do desejo de procedimentos, que pode ser influenciada por padrões externos.
Médicos e psicólogos concordam que a maturidade emocional e biológica é essencial antes de qualquer intervenção. Catricala já recusou procedimentos em adolescentes quando percebeu que a motivação não era saudável. A crescente aceitação de técnicas minimamente invasivas, como preenchimentos faciais, também contribui para a demanda entre os jovens.
No Brasil, adolescentes podem realizar procedimentos estéticos com autorização dos responsáveis. Entretanto, a falta de restrições legais não elimina os riscos associados a intervenções precoces. Profissionais de saúde recomendam conversas abertas sobre os riscos e, em alguns casos, acompanhamento psicológico antes de qualquer procedimento.
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