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Epidemiologista alerta sobre retorno das ideias eugenistas e seus perigos sociais

Ideias eugenistas ressurgem, alertam cientistas. Genevieve L. Wojcik destaca o perigo do nacionalismo branco e da pseudociência.

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Genevieve L. Wojcik, professora de epidemiologia da Universidade Johns Hopkins, alerta que ideias eugenistas estão voltando, especialmente com declarações de líderes como Donald Trump. Ela destaca que é importante combater o nacionalismo branco e a pseudociência que distorce a biologia racial. O movimento eugenista, que surgiu no final do século XIX, defendia a “melhoria genética” da população, promovendo a reprodução de pessoas consideradas superiores e restringindo a de indivíduos considerados inferiores. Wojcik menciona que, um século depois, Trump afirmou que “há muitos genes ruins em nosso país”, referindo-se a imigrantes, e que seu governo quer incentivar que mulheres brancas tenham mais filhos. Ela adverte que, se não houver mobilização, o nacionalismo branco pode crescer e ameaçar o progresso científico e a luta por igualdade. Além disso, ela critica a ideia de que diferentes “raças” têm biologias distintas, explicando que as diferenças genéticas entre grupos com características físicas semelhantes são quase as mesmas que entre grupos com características diferentes. Para ilustrar, ela cita a variação de doenças genéticas em diferentes regiões, mostrando que tratar todos os asiáticos como um único grupo ignora essa diversidade.

Genevieve L. Wojcik, professora de epidemiologia da Universidade Johns Hopkins, alerta que ideias eugenistas estão ressurgindo. Em artigo na revista Nature, ela destaca que é crucial que os cientistas se mobilizem contra essas ideias, que tentam justificar o supremacismo racial.

O movimento eugenista, que surgiu no final do século XIX, defendia a “melhoria genética” da população. Essa proposta incluía a promoção da reprodução de indivíduos considerados superiores e a restrição da reprodução de indivíduos avaliados como inferiores. Wojcik observa que, um século depois, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez declarações que ecoam essas ideias, afirmando que “há muitos genes ruins em nosso país no momento”, referindo-se a imigrantes.

Mobilização contra o Nacionalismo Branco

Wojcik enfatiza que, se não houver uma mobilização, o nacionalismo branco pode crescer em várias partes do mundo, ameaçando o progresso científico e a luta por um mundo mais igualitário. Ela critica a pseudociência que distorce a biologia racial, como a ideia de que diferentes “raças” têm biologias distintas.

A professora explica que, apesar das diferenças fenotípicas, as variações genéticas entre grupos com características físicas semelhantes são mínimas. Um exemplo é a hemoglobinopatia, cuja prevalência varia conforme a região geográfica, mostrando que a categorização racial é prejudicial à ciência.

A Necessidade de Combater a Pseudociência

Wojcik conclui que a heterogeneidade genética deve ser considerada em pesquisas. Ignorar essas diferenças ao tratar pacientes como pertencentes a uma única “raça” pode levar a conclusões erradas. A professora alerta que a luta contra o eugenismo e o nacionalismo branco é essencial para garantir um futuro mais justo e científico.

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