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Microplásticos se espalham por todos os oceanos, revelam novas pesquisas científicas

Microplásticos invadem todas as camadas do oceano, alterando o ciclo do carbono e desafiando a compreensão da poluição marinha.

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Um novo estudo mostra que microplásticos estão presentes em todas as profundidades do oceano, não apenas na superfície como se pensava antes. Esses pequenos pedaços de plástico estão afetando o ciclo do carbono marinho, o que pode ter consequências desconhecidas. Pesquisadores de várias partes do mundo analisaram dados de mais de 1.200 estudos sobre microplásticos e descobriram que a maioria das pesquisas focava apenas na superfície do mar. Eles coletaram informações de quase 2.000 pontos de amostragem em diferentes profundidades e encontraram que os microplásticos menores se distribuem mais uniformemente na água, enquanto os maiores tendem a se acumular na superfície ou no fundo do mar. As concentrações de microplásticos são muito mais altas nas plataformas continentais do que em alto-mar. Além disso, a presença de microplásticos em profundidades extremas, como na Fossa das Marianas, foi confirmada, com níveis alarmantes. O estudo também revelou que até 5% do carbono encontrado no oceano agora é de origem plástica, o que pode alterar o ciclo natural do carbono e impactar a vida marinha. Os pesquisadores alertam que a poluição por plásticos é um problema sério que vai além das praias e superfícies do oceano, afetando até as camadas mais profundas.

Um novo estudo publicado na revista *Nature* revela que microplásticos estão presentes em todas as profundidades do oceano, desafiando a visão predominante de que a poluição plástica se concentra apenas na superfície. A pesquisa, realizada por uma equipe de cientistas de quatro continentes, analisou dados de mais de 1.200 estudos e utilizou quase 2.000 estações de amostragem ao longo de uma década.

Os pesquisadores classificaram os microplásticos em duas categorias: pequenos (1–100 micrômetros) e grandes (100–5.000 micrômetros). Os microplásticos pequenos predominam numericamente e, devido ao seu tamanho, afundam lentamente, distribuindo-se de forma mais uniforme na coluna de água. Em contraste, os maiores tendem a se acumular na superfície e no fundo do mar.

Impactos no Ciclo do Carbono

O estudo também destaca que o carbono presente nos microplásticos está se integrando ao ciclo do carbono natural do oceano, o que pode ter consequências ainda não totalmente compreendidas. Até 5% do carbono encontrado nas profundezas do oceano é de origem plástica, segundo os pesquisadores. Essa contaminação pode afetar a capacidade do oceano de capturar dióxido de carbono atmosférico, contribuindo para as mudanças climáticas.

Os dados mostram que as plataformas continentais apresentam uma média de 500 partículas de microplástico por metro cúbico, enquanto em alto-mar essa média cai para 16 partículas por metro cúbico. A concentração de microplásticos diminui drasticamente nas costas à medida que a profundidade aumenta, mas pode aumentar novamente no fundo do mar devido a processos biológicos e minerais que aceleram o afundamento.

Distribuição Irregular

A pesquisa revelou uma distribuição irregular de microplásticos em diferentes profundidades. Em regiões como o Oceano Ártico, foram encontrados mais de 2.500 microplásticos por metro cúbico, e na Fossa das Marianas, a concentração chegou a 13.500 partículas a 6.800 metros de profundidade. Essa variação é influenciada por camadas de água com diferentes densidades, onde microplásticos maiores podem ficar presos.

Os cientistas alertam que a presença de microplásticos nas profundezas do oceano representa um legado duradouro. Esses materiais podem permanecer praticamente eternos nas condições escuras e frias do fundo do mar, complicando ainda mais a compreensão e a mitigação da poluição plástica nos oceanos.

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