O Alzheimer é a doença neurodegenerativa mais comum, afetando milhões de pessoas no mundo, especialmente na terceira idade. No Brasil, cerca de dois milhões têm algum tipo de demência. O risco de desenvolver Alzheimer aumenta após os 65 anos, dobrando a cada cinco anos. Neurologistas discutem que a vacina contra herpes-zóster pode reduzir em até 50% o risco de Alzheimer, sendo recomendada para pessoas acima de 50 anos. Fatores como hipertensão, diabetes, sedentarismo e baixa escolaridade também aumentam as chances de desenvolver a doença. A Anvisa aprovou o medicamento Kisunla para tratar Alzheimer em estágios iniciais, prometendo retardar a progressão da doença, mas não é indicado para todos os pacientes devido a possíveis efeitos colaterais.
O Alzheimer, a doença neurodegenerativa mais comum, afeta cerca de dois milhões de brasileiros e mais de 55 milhões de pessoas no mundo, segundo o Relatório Mundial sobre Alzheimer 2024. O risco de desenvolver a condição aumenta com a idade, especialmente após os 65 anos, conforme explica a neurologista Jerusa Smid, do Hospital das Clínicas de São Paulo.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou recentemente o medicamento Kisunla (donanemabe), destinado ao tratamento de Alzheimer em estágios iniciais. A nova medicação promete retardar a progressão da doença em adultos com sintomas leves. Jerusa Smid destaca que o uso é restrito a casos iniciais, enquanto a neurologista Sonia Brucki alerta para possíveis efeitos colaterais graves, como em pacientes com hipertensão descontrolada.
Fatores de Risco e Prevenção
Os fatores de risco para Alzheimer incluem hipertensão, diabetes, apneia do sono e sedentarismo. Apenas 3% dos casos são atribuídos a fatores genéticos, sendo a maioria relacionada a condições de saúde e estilo de vida. Brucki enfatiza que a escolaridade é um fator social importante, com estudos mostrando que o analfabetismo pode dobrar o risco de demência.
Durante o programa “CNN Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista”, as neurologistas discutiram também a relação entre a vacina contra herpes-zóster, Zostavax, e a redução do risco de Alzheimer. Brucki afirmou que a imunização pode reduzir em quase 50% as chances de desenvolver a doença, reforçando a importância de um estilo de vida saudável e da atenção à saúde.
A vacinação é recomendada para pessoas acima de 50 anos, exceto para grupos específicos, como imunossuprimidos e gestantes. A prevenção do Alzheimer envolve cuidados com a saúde física e mental, além de uma dieta equilibrada.
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