América Latina conseguiu eliminar a varíola em 1971 e a poliomielite em 1994, mas agora enfrenta um aumento de doenças que podem ser prevenidas por vacinas. Em 2025, foram registrados 2.318 casos de sarampo, a maioria nos Estados Unidos, Canadá e México, além de 189 casos de febre amarela e 809 de tosse convulsa no México. Esses números mostram que as taxas de vacinação estão caindo. Especialistas explicam que a falta de vacinação e desinformação sobre vacinas, como a que surgiu em 1998 ligando a vacina do sarampo ao autismo, estão contribuindo para essa situação. Atualmente, apenas 16% dos países da América têm a cobertura vacinal necessária para evitar surtos de sarampo. A Organização Panamericana de Saúde destaca que as vacinas salvaram milhões de vidas, mas é preciso garantir que elas estejam disponíveis e que as pessoas queiram se vacinar. Há um problema de acesso às vacinas e a confiança do público nelas foi abalada por rumores, especialmente durante a pandemia de covid-19. Apesar disso, a maioria das pessoas ainda quer se vacinar. No entanto, a resistência de um pequeno grupo pode ser perigosa, já que doenças como o sarampo são altamente contagiosas. Para combater a desinformação, é importante que os governos comuniquem de forma clara e positiva os benefícios das vacinas.
Em 2025, a América Latina enfrenta um aumento alarmante de doenças preveníveis por vacinação. Foram registrados 2.318 casos de sarampo, com 98% dos casos concentrados nos Estados Unidos, Canadá e México. Além disso, o México reportou 809 casos de tosse convulsa e 189 casos de febre amarela, resultando em 74 mortes em países como Bolívia, Brasil, Colômbia e Peru.
A Organização Panamericana de Saúde (OPS) destaca que a queda nas taxas de vacinação é um fator crítico. Apenas 16% dos países da região atingem a cobertura vacinal recomendada de 95% para prevenir surtos de sarampo. A média regional é de 87% para a primeira dose e 76% para a segunda.
O infectologista Carlos Eduardo Pérez, da Universidade Nacional de Colômbia, explica que a reemergência de doenças como a febre amarela se deve à redução na vacinação e ao monitoramento inadequado. No caso do sarampo, a desinformação sobre a vacina, especialmente a falsa associação com o autismo, contribui para a hesitação vacinal.
Desafios e Soluções
O diretor da OPS, Jarbas Barbosa, ressalta que as vacinas salvaram 154 milhões de vidas nas últimas cinco décadas. Ele enfatiza a necessidade de um compromisso contínuo com a vacinação, que inclui garantir o acesso e a aceitação das vacinas pela população.
Pérez também aponta que a desconfiança em relação às vacinas aumentou, especialmente após a pandemia de covid-19. A desinformação, muitas vezes disseminada por grupos antivacinas, prejudica a confiança pública. O epidemiologista Alfredo Morabia destaca que a saúde pública deve ser universal e acessível a todos, e que a vacinação é essencial para prevenir surtos.
A OPS propõe que os governos adotem estratégias de comunicação eficazes para esclarecer a importância das vacinas. É crucial que a população receba informações transparentes e baseadas em evidências para combater a desinformação e aumentar as taxas de vacinação.
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