Jonathan Haidt, um psicólogo social, alerta que o uso excessivo de redes sociais e smartphones pode prejudicar a concentração dos jovens, algo importante para o sucesso na vida e no trabalho. Um estudo de 2021 mostrou que adolescentes entre 13 e 18 anos passam em média quase nove horas por dia em telas. Além disso, eles recebem cerca de 240 notificações diárias e checam seus celulares mais de 100 vezes. Isso pode levar a uma geração com dificuldades de foco, o que pode afetar relacionamentos e empregos. Haidt recomenda que os jovens reduzam o tempo no celular, sugerindo que façam um desafio em grupo para ajudar a quebrar o hábito. Ele também aconselha a substituir o uso do celular por atividades como ler, escrever ou sair para se distrair. Além disso, ouvir música pode ajudar a melhorar a concentração, desde que as músicas não sejam muito emocionais ou cativantes.
Jonathan Haidt, psicólogo social da Universidade de Nova York, alerta que o uso excessivo de redes sociais e smartphones pode prejudicar a capacidade de concentração de adolescentes. Em um episódio recente do podcast de Oprah, ele destacou que jovens entre treze e dezoito anos passam, em média, oito horas e trinta e nove minutos por dia em telas. Esse tempo elevado, segundo Haidt, pode levar a uma geração com dificuldades de foco, essencial para o sucesso pessoal e profissional.
Um relatório de 2023 da Common Sense Media revelou que os adolescentes recebem quase duzentas e quarenta notificações diariamente e verificam seus celulares mais de cem vezes. Haidt enfatizou que essa constante interrupção pode “destruir” a atenção dos jovens, dificultando a manutenção de relacionamentos e o desempenho no trabalho. Ele alertou que, se o uso excessivo continuar até os vinte e cinco anos, o dano pode ser permanente, pois o córtex frontal, responsável pela concentração, já estará desenvolvido.
Estratégias para Melhorar o Foco
Haidt sugere que os jovens adotem estratégias para reduzir o tempo de tela. Ele recomenda um desafio de um mês sem redes sociais, incentivando a formação de grupos com amigos e familiares para facilitar a adesão. Além disso, propõe substituir o uso do celular por atividades como leitura, escrita ou exercícios ao ar livre.
O psicólogo também mencionou que ouvir música pode ajudar na concentração, desde que as escolhas musicais não sejam muito emocionais ou cativantes, pois isso pode prejudicar o foco. A pesquisa indica que a dependência excessiva de dispositivos pode afetar o desenvolvimento social e a saúde mental dos jovens, corroborando advertências anteriores de especialistas, incluindo o ex-cirurgião geral dos Estados Unidos, Vivek Murthy.
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