Uma nova pesquisa mostrou que os ftalatos, especialmente o DEHP, podem ter causado mais de 356 mil mortes por doenças cardíacas em 2018, entre pessoas de 55 a 64 anos em todo o mundo. Esses produtos químicos estão presentes em muitos itens do dia a dia, como embalagens de alimentos, produtos de beleza e brinquedos. Eles podem causar inflamação nas artérias coronárias, aumentando o risco de problemas cardíacos. O estudo analisou dados de saúde de 200 países e destacou que a África teve 30% das mortes ligadas ao DEHP. Os pesquisadores alertam que esses químicos representam um grande risco à saúde humana. Para reduzir a exposição a ftalatos, é recomendado evitar plásticos, usar produtos sem fragrâncias e optar por alimentos frescos em vez de processados.
Uma nova pesquisa revelou que os ftalatos, especialmente o DEHP (Di(2-ethylhexyl)phthalate), podem ter contribuído para 356 mil mortes por doenças cardíacas globalmente em 2018 entre pessoas de 55 a 64 anos. O estudo, publicado na revista *eBiomedicine*, analisou dados de saúde e ambientais de duzentos países.
Os ftalatos são produtos químicos sintéticos encontrados em diversos itens de consumo, como embalagens de alimentos, produtos de higiene pessoal e brinquedos infantis. Segundo o autor sênior da pesquisa, Leonardo Trasande, professor da Universidade de Nova York, esses compostos podem causar inflamação nas artérias coronárias, acelerando doenças cardíacas e aumentando o risco de morte.
O estudo identificou que a África foi responsável por 30% das mortes relacionadas ao DEHP, enquanto Leste Asiático e Oriente Médio somaram 25%. A pesquisa é considerada a primeira a estimar globalmente as consequências da exposição ao DEHP, destacando os riscos à saúde associados a esses produtos químicos.
Além de doenças cardíacas, os ftalatos estão ligados a problemas reprodutivos e câncer. O estudo anterior de Trasande nos Estados Unidos indicou que esses compostos podem causar entre 91 mil e 107 mil mortes prematuras anualmente em adultos dessa faixa etária. A exposição a ftalatos pode resultar em custos econômicos significativos, estimados entre R$ 40 bilhões e R$ 47 bilhões por ano.
Para reduzir a exposição a ftalatos, especialistas recomendam evitar plásticos, optar por alimentos frescos e evitar produtos com fragrâncias. A conscientização sobre os riscos dos ftalatos é essencial para proteger a saúde pública.
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