A saúde mental de crianças e adolescentes é uma preocupação crescente, com muitos jovens enfrentando problemas emocionais, especialmente durante a adolescência. Especialistas destacam a importância de lidar com a ansiedade infantil, sugerindo técnicas de respiração e momentos específicos para discutir preocupações. Lucy, uma jovem de 15 anos, compartilha que começou a ter ataques de pânico há dois anos, o que afetou sua vida escolar e social. Após seis meses tentando lidar sozinha, ela e sua família buscaram terapia, o que ajudou a reduzir a frequência dos ataques. A adolescência é um período crítico, onde os jovens enfrentam desafios como estresse escolar e mudanças hormonais, que podem intensificar as emoções. Os pais devem apoiar seus filhos mantendo rotinas saudáveis e ajudando-os a identificar e resolver problemas. Para a ansiedade, técnicas de calma e momentos de preocupação são recomendados. É importante que os pais se comuniquem abertamente com os filhos e busquem ajuda profissional quando necessário, sem hesitar. As escolas também podem oferecer apoio, e os pais desempenham um papel fundamental no bem-estar emocional dos filhos.
A saúde mental de crianças e adolescentes é uma preocupação crescente, com dados indicando que uma em cada cinco jovens enfrenta transtornos emocionais. Especialistas ressaltam a importância de abordar a ansiedade infantil, sugerindo técnicas de respiração e comunicação aberta entre pais e filhos.
Uma jovem, que prefere não ser identificada, relatou que, aos quinze anos, começou a ter ataques de pânico. “Era assustador. Os ataques ocorriam sem aviso e pioraram em público,” disse. Após seis meses tentando lidar sozinha, a família decidiu investir em terapia cognitivo-comportamental, o que trouxe melhorias significativas.
A adolescência é um período crítico, onde os jovens enfrentam desafios como estresse escolar e mudanças hormonais. Andrea Danese, especialista em psiquiatria infantil, explica que o cérebro dos adolescentes amadurece de forma desigual, o que pode intensificar suas emoções. Os pais devem estar atentos a sinais de que a situação pode exigir ajuda profissional.
Como ajudar os jovens
Os problemas mais comuns incluem mau humor e ansiedade. Danese recomenda que os pais mantenham rotinas saudáveis e ajudem os filhos a identificar e resolver problemas. Para a ansiedade, técnicas de calma, como exercícios de respiração e momentos de preocupação, são eficazes.
Stevie Goulding, da instituição Young Minds, destaca que muitos pais se sentem perdidos ao lidar com a ansiedade dos filhos. “O principal conselho é se comunicar e dar espaço para que eles falem sobre suas preocupações,” afirmou. Conversar com a escola também pode ser útil, pois os educadores podem perceber mudanças no comportamento dos alunos.
Sinais de alerta
Os especialistas alertam que os pais não devem hesitar em buscar apoio profissional quando necessário. “Não há nada do que se envergonhar,” diz Sandi Mann, psicóloga infantil. O apoio familiar é crucial, mesmo quando os jovens estão em tratamento. O Ministério da Saúde do Brasil recomenda que pessoas em crise procurem a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) para atendimento.
Entre na conversa da comunidade