O Ministério da Educação e o Ministério da Saúde anunciaram a criação do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica, chamado Enamed, que vai substituir o Enade. Esse exame será obrigatório para todos os estudantes de Medicina que estão se formando e também poderá ser feito por médicos que querem se especializar. A prova terá 100 questões, aumentando de 40, e abordará áreas como ginecologia, pediatria e clínica médica. O Enamed será aplicado anualmente e servirá como critério para acesso a residências médicas, unificando-se com o Exame Nacional de Residência. A expectativa é que cerca de 42 mil alunos participem do exame em outubro, que será realizado em 300 cursos e 200 municípios. Além disso, o MEC planeja implementar uma prova de progresso durante o curso para avaliar o desempenho dos alunos e melhorar a formação médica. O ministro da Educação também mencionou que o governo está trabalhando para controlar a abertura de novos cursos de Medicina, já que muitos foram autorizados judicialmente sem seguir os critérios do programa Mais Médicos.
BRASÍLIA e SÃO PAULO – O Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Saúde anunciaram, nesta quarta-feira, 23, a criação do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). A nova prova substituirá o Enade e será obrigatória para todos os formandos em Medicina, além de servir como acesso a residências médicas. A aplicação está prevista para outubro deste ano.
O Enamed terá um aumento significativo no número de questões, passando de 40 para 100 perguntas, abrangendo áreas fundamentais da Medicina, como ginecologia, pediatria e clínica médica. O exame será também uma porta de entrada para residências médicas, unificando-se ao Exame Nacional de Residência (Enare). A nota do Enamed será utilizada para as vagas de acesso direto, que representam 91% das oportunidades disponíveis.
Arthur Chioro, presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), destacou que a nova estrutura do exame visa aumentar a seriedade com que os estudantes encaram a prova. A expectativa é que 42 mil alunos recém-formados participem do Enamed, além de médicos já formados que desejam se especializar. A prova será aplicada em 300 cursos e 200 municípios.
Diretrizes Curriculares
O MEC também anunciou que o Conselho Nacional de Educação (CNE) revisará as diretrizes nacionais curriculares de Medicina. O ministro da Educação, Camilo Santana, propôs a criação de uma prova de progresso, a ser aplicada durante o curso, para identificar e corrigir deficiências no ensino.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que esse modelo de avaliação é considerado o melhor atualmente. O MEC tem trabalhado para restringir a abertura de novos cursos de Medicina fora do Edital do Mais Médicos, que visa aumentar a formação em regiões com escassez de médicos. Até agora, apenas 7% dos pedidos foram autorizados dentro dos critérios estabelecidos.
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