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Cresce o número de diagnósticos de autismo e amplia-se a compreensão sobre o transtorno

Cresce o número de diagnósticos de autismo, especialmente entre mulheres e adultos, refletindo mudanças nos critérios e maior conscientização.

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O autismo é um transtorno que tem gerado muito interesse e debate, com um aumento significativo nos diagnósticos, especialmente entre mulheres e adultos. Estudos mostram que, embora o número de diagnósticos tenha crescido, isso não significa que há mais pessoas autistas, mas sim que os critérios para diagnóstico foram ampliados. A definição de autismo mudou ao longo do tempo, incluindo agora casos que antes eram considerados como síndrome de Asperger ou outros transtornos. Isso fez com que mais mulheres e meninas, que costumavam ser diagnosticadas com outros problemas, fossem reconhecidas como autistas. Além disso, o aumento nos diagnósticos entre adultos indica que mais pessoas com menos necessidade de apoio estão sendo identificadas. A conscientização sobre o autismo também aumentou, em parte devido à internet e às redes sociais, mas isso gerou preocupações sobre como o autismo é retratado na mídia. Embora algumas teorias sobre causas ambientais tenham sido levantadas, a maioria dos especialistas acredita que o aumento nos diagnósticos se deve à mudança na forma como o autismo é entendido e diagnosticado.

O número de diagnósticos de autismo tem crescido significativamente nos últimos anos, especialmente entre mulheres e adultos. Estudos indicam que essa elevação é resultado de uma ampliação dos critérios diagnósticos e maior conscientização sobre o transtorno.

A professora associada de psiquiatria na University College London, Ginny Russell, liderou uma pesquisa que analisou dados de cerca de nove milhões de pacientes no Reino Unido. Os diagnósticos de autismo aumentaram oito vezes entre 1998 e 2018. Esse fenômeno não é exclusivo do Reino Unido; outros países também apresentam tendências semelhantes.

A definição de autismo evoluiu ao longo das décadas. Inicialmente, o foco estava em crianças, principalmente meninos, com dificuldades severas de comunicação. Com a inclusão da síndrome de Asperger nos manuais diagnósticos, pessoas com habilidades verbais preservadas passaram a ser reconhecidas como parte do espectro autista. Hoje, o termo transtorno do espectro autista (TEA) abrange uma gama mais ampla de casos.

Inclusão de Mulheres e Adultos

O aumento nos diagnósticos é mais acentuado entre mulheres e adultos. Sarah Hendrickx, especialista em diagnóstico de autismo, observa que muitas meninas eram diagnosticadas incorretamente com outros transtornos, como ansiedade. A maior compreensão sobre o autismo feminino tem contribuído para esse crescimento.

Além disso, os diagnósticos em adultos cresceram de forma mais rápida do que em crianças. Entre 2000 e 2018, os diagnósticos de autismo em pessoas sem deficiência intelectual aumentaram 700%, enquanto aqueles com deficiência intelectual subiram apenas 20%.

Fatores Ambientais e Culturais

Embora haja especulações sobre causas ambientais, como idade dos pais e complicações durante a gestação, a maioria dos especialistas acredita que o aumento se deve à mudança na percepção e definição do autismo. Russell afirma que a cultura diagnóstica é a principal responsável pelo crescimento das estatísticas.

A conscientização sobre o autismo tem gerado um ciclo de retroalimentação: mais diagnósticos levam a mais informações e, consequentemente, a mais diagnósticos. A internet e as redes sociais desempenham um papel crucial nesse processo.

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