Kelly Spill foi diagnosticada com câncer retal em estágio III aos 28 anos. Ela enfrentou a possibilidade de não poder ter mais filhos e a necessidade de uma cirurgia invasiva, o que a deixou muito abalada, especialmente quando soube que não poderia se casar na Suíça como planejado. Após o diagnóstico, Spill participou de um estudo que usou apenas o imunoterápico dostarlimab, que se mostrou eficaz em eliminar tumores. Ao contrário do tratamento tradicional, que incluía quimioterapia e cirurgia, ela recebeu infusões do medicamento e não teve efeitos colaterais. Após nove tratamentos, o tumor desapareceu e ela foi considerada livre do câncer, o que a permitiu ter mais filhos. O estudo mostrou que 80% dos participantes não precisaram de cirurgia ou quimioterapia, e a imunoterapia se mostrou eficaz para vários tipos de câncer, não apenas o retal. Os pesquisadores destacaram que, embora os resultados sejam promissores, mais estudos são necessários para confirmar a eficácia a longo prazo. A pesquisa é especialmente relevante, pois os casos de câncer colorretal têm aumentado entre jovens adultos. Spill encoraja outros a considerarem ensaios clínicos, pois novas opções de tratamento estão surgindo.
Kelly Spill, diagnosticada com câncer retal em estágio III aos 28 anos, enfrentou desafios significativos em sua vida pessoal e saúde. O tratamento inicial incluía quimioterapia e cirurgia, que poderiam afetar sua fertilidade. Após a notícia, Spill teve que cancelar planos de um casamento na Suíça, optando por uma cerimônia local. Agora, cinco anos depois, ela não apenas teve uma filha, mas está esperando seu terceiro filho.
Um estudo recente revelou que o imunoterápico dostarlimab pode eliminar tumores em pacientes com câncer retal e outros tipos, permitindo que 80% dos participantes evitem cirurgia e quimioterapia. Spill foi uma das mais de 100 pessoas que participaram da pesquisa, que utilizou apenas dostarlimab como tratamento. Antes de iniciar a quimioterapia, ela decidiu participar do estudo, que demonstrou ser menos agressivo.
O dostarlimab, desenvolvido pela GSK e conhecido como Jemperli, já havia sido designado como “terapia inovadora” pela Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA). O novo estudo, publicado no *New England Journal of Medicine*, mostrou que a imunoterapia não só foi eficaz contra o câncer retal avançado, mas também contra outros tipos de câncer, permitindo que os pacientes evitassem tratamentos invasivos.
Os participantes do estudo receberam infusões intravenosas a cada três semanas e, segundo Spill, não houve efeitos colaterais adversos. Após quatro tratamentos, seu tumor estava pela metade e, ao final do nono, havia desaparecido completamente. Spill relatou que a notícia de estar livre do câncer foi um dos melhores dias de sua vida, pois isso significava que poderia ter mais filhos.
O estudo incluiu 117 pacientes com câncer, divididos em duas coortes: uma com câncer retal avançado e outra com tumores sólidos de diferentes tipos. Os pesquisadores observaram que 92% dos pacientes não tiveram recidiva do câncer após dois anos. Embora alguns participantes tenham relatado efeitos colaterais leves, nenhum deles morreu durante o estudo.
A pesquisa destaca uma nova era no tratamento do câncer, onde a imunoterapia pode substituir métodos tradicionais como quimioterapia e cirurgia. A crescente incidência de câncer colorretal entre jovens adultos motivou a busca por opções menos invasivas. Spill encoraja outros jovens diagnosticados com câncer a considerar ensaios clínicos, ressaltando a importância da autodefesa na busca por tratamento.
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